Vacina

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Por Antonio Rodríguez*

As armas para enfrentar a morte
Parar de brincar com a sorte
Ver a liberdade cantar de novo
E enfim livrar do mal o povo

Estão prontas
Sendo aprovadas, importadas
É um sonho, quase realidade.

Para que não restem dúvidas
Estou falando das armas
Que tem calibre e munição
E agora imposto zero na nação

O mal?
Esse é simples e clássico
O Comunismo!
Que assola nossos lares
E doutrina nossas crianças.

Pensaram em armas pro vírus?
Para o mal que não existe?
Para a gripezinha?
Cuja cura é o remédio de verme?
Desculpem, não sou coveiro
Mas se houver demanda
Apenas se houver demanda
Talvez pensemos em comprar
Porque 180 mil corpos empilhados
Ainda não são demanda suficiente.

Enfim, o fim está próximo
De um jeito ou de outro
É irônico
Mas com tanta coisa dando errado
A salvação deveria ser aclamada
Não escondida

Nem ser alvo de destruição e ódio
Daqueles que ainda acreditam

Estarem salvando a pátria.

Por fim
Fica a pergunta:
Das vacinas, a da Ignorância

Chega quando?

Engraçado pensar em escrever um poema sobre a vacina, a nesga de esperança em meio a uma pandemia que acumula corpos e corpos, e em vez de falar da esperança ter que lidar com os fatos.
Os fatos de que não existem planos, ou melhor, somente existem planos de genocídio, nenhum plano real de concretização da vacinação, enquanto até William Shakespeare foi vacinado na Inglaterra. Que falta faz um governo preocupado com a população.

*Antonio Rodríguez, 17, estudante e poeta nas horas vagas (e algumas ocupadas também). Apaixonado pela vida, faz o máximo para transformar tudo em poesia. Mantém o Instagram @a.poetizando.me

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