Prefeitura assina intenção de comprar vacinas do Butantan

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Prefeito diz que irá a São Paulo na próxima semana para discutir contrato

Nelson Bortolin

O prefeito Marcelo Belinati (PP) assinou nesta terça-feira (5) um memorando de entendimento com o Instituto Butantan, de São Paulo, para comprar doses da vacina Coronavac, fabricada em parceria do instituto com o laboratório chinês Sinovac. Em live, o prefeito informou que irá na semana que vem a São Paulo, provavelmente na terça-feira, para discutir o contrato que pode vir a ser firmado pelo Município.

O documento já assinado não estipula a quantidade de doses a serem adquiridas por Londrina, nem o preço, mas cita alguns prazos. “A previsão de fornecimento da referida vacina deve ser tempestiva, devendo as partes manifestar sua plena disposição em ter uma quantidade disponível a partir de janeiro de 2021, com probabilidade de entregas adicionais em fevereiro e, com maior volume, a partir de maio de 2021”.

O governo de São Paulo deve divulgar a eficácia da Coronavac nesta quarta-feira (6). É esperado que o Estado peça também o registro definitivo do imunizante à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por enquanto, nenhuma vacina está aprovada no Brasil, que deve ser o último país entre os mais importantes do planeta a iniciar a imunização contra a Covid-19.

O governo federal promete que vai comprar e distribuir as doses a todo o território nacional, mas ainda não estipulou data. E por isso muitos municípios e estados estão recorrendo diretamente ao Butantan. O governo de São Paulo pretende iniciar a vacinação no estado dia 25 de janeiro.

Durante a live desta terça-feira, o prefeito Belinati, cujo partido integra a base de apoio do governo federal, afirmou que o Ministério da Saúde está “empenhado” em oferecer a vacina aos brasileiros. E disse que assinou o memorando com o Butantan para o caso de o governo demorar a dar início à imunização.

Belinati, que já teve a Covid-19, disse que irá tomar a vacina mesmo assim. “Os estudos mostram que quem pegou deve tomar também”, ressaltou. Médico, ele foi enfático na defesa do imunizante. “Quem vai salvar a vida das pessoas é a vacina. Todo o resto que você está recebendo no Whatsapp é fake news fabricada em laboratório de gente do mal. São criminosos. Tem muita gente que se engana com isso e pode perder a vida por causa de uma mentira do Whatsapp”, destacou o prefeito.

A posição de Belinati é contrária à do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que minimiza a gravidade do novo coronavírus e diz que não irá tomar a vacina porque já teve a doença.
Também durante a live, o prefeito afirmou estar preocupado com os impactos que as festas de fim de ano devem ter na pandemia. Mas ressaltou que a rede hospitalar da cidade tem condições de atender a todos os doentes, descartando a necessidade de um novo lockdown em Londrina.

Segundo boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, a ocupação das enfermarias específicas do SUS para a Covid está em 74%. E a das UTIs, em 69%.

Nesta terça-feira, foram divulgados três novos óbitos na cidade – duas mulheres, de 63 e 87 anos, e um homem, de 83 anos. Na véspera, haviam sido 7 mortes – de pessoas com idades entre 38 e 80 anos.
Novos 306 casos foram registrados pela secretaria totalizando 22.972 desde o início da pandemia. Como o número de mortes é de 457, a letalidade da doença na cidade é de 2%.

A média móvel de mortes – número de mortes nos últimos sete dias dividido por sete – é de 4 nesta terça. Na véspera, o indicador havia batido o recorde, de 4,1.

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