Após confirmação de aulas presenciais em fevereiro, APP vota indicativo de greve

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Conselho regional de Londrina já aprovou parecer para paralisação a partir de 18 de fevereiro

Cecília França

Foto em destaque: Seed/PR

A APP-Sindicato realiza neste sábado (23) assembleia geral da categoria para discussão de indicativo de greve já aprovado pelo Conselho Regional da entidade em Londrina, na última quinta-feira. Destacando “as inúmeras lutas que os educadores e educadoras estão enfrentando”, o Conselho sugere estabelecimento de estado de assembleia permanente e indicativo de greve a partir de 18 de fevereiro, data marcada para o início do ano letivo nas escolas estaduais.

Márcio Ribeiro, presidente da APP Londrina, diz que o retorno das aulas durante a pandemia não é o último motivo de descontentamento da categoria, mas se trata do mais grave. Para ele, o retorno deveria ocorrer após a imunização dos professores, incluídos na quarta fase do plano estadual de vacinação.

“A vacina já está sendo aplicada no mundo inteiro há mais de um mês, só não está acontecendo aqui por incompetência e negacionismo. Não vamos morrer por causa disto. Não é a única causa, mas é a mais grave, sem dúvida”, afirma.

Dentre as demais pautas da categoria a APP destaca “o autoritarismo e a falta de diálogo por parte do governador Ratinho Jr. e do secretário de educação Renato Feder”; “ataques aos professores e professoras PSS, aos funcionários e funcionárias com a terceirização” e a redução das aulas de artes, filosofia e sociologia.

Decreto

Por meio do Decreto 6.637, publicado na quarta-feira (20), o Governo do Estado autorizou o retorno  das aulas presenciais nas escolas estaduais, privadas e universidades públicas. As instituições devem seguir o determinado na Resolução 632, de 2020, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que trata das medidas de distanciamento e higiene para prevenção da covid-19.

A imunização contra a doença começou esta semana no Estado. Cerca de 57 mil pessoas foram imunizadas até agora, entre profissionais de saúde da linha de frente de atendimento aos doentes e idosos em asilos e casas de repouso. Diante da lenta oferta de doses, o atendimento à população em geral não tem previsão para começar.

Desde o final de dezembro, os índices da covid-19 vem subindo no Estado. Nesta sexta eram 515.025 casos confirmados, 11.559 em investigação e 9.222 óbitos.

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