Fofura

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Por Antonio Rodríguez*

Duas bolas de pelo
Pouco mais de 4 quilos cada uma
E carregam o peso
De toda a fofura do mundo
.

É inegável,
Carrego um amor além do peito
Tem quatro patas e corre por aí
Mas não foge dos meus braços.

Em suas patinhas pequenas
Me agarra e abraça
E quase como uma criança
Me sinto mais seguro que nunca.

Em pleno estresse do século XXI
Eles andam em outro ritmo
Apenas de carícias em sequência
Mantem meu mundo funcionando
Me protege do exterior
E me coloca em seu interior
Viajando na mesma frequência
Do seu ronronar que me encanta.

A cabeça baixa
Se rendendo às forças do mundo
Querendo desistir

Meus músculos sem força
Parece irreal
Mas eles me revigoram
Me banhei no Estige de seu amor

E pareço imbatível
Tudo de que preciso
É chegar em casa
E poder abraça-los de novo.

Experimente chorar
E descubra quem ao seu lado vai estar
Sem pedir nada em troca
Pode banhá-los em suas lágrimas
E lavarás a sua alma

Ao invés do corpo deles.

Como poeta
Eu compartilho pensamentos

Eles sabem mais rimas que eu
E com certeza entendem mais metáforas

Em seus olhos vi o universo
E ele parecia perfeito para mim
Apenas amores e carinhos

Eternamente embalados
Pelo seu calor revigorante.

Já dizia outro poeta
“Se amor tem 4 letras
Por certo tem também tem 4 patas”
Ou três, ou duas

Tanto faz
O amor continua podendo ser escrito.

Essa semana eu estive com o pulso machucado e um dos dias em que a dor estava mais forte, deliberadamente minha gata veio e deitou em cima do meu pulso, como se soubesse exatamente onde se encontrava a dor. Seu olhar parecia desfocadamente focado em mim, quase como se dissesse “Ei, vai ficar tudo bem”. Quando por fim saiu de cima, parecia que eu jamais havia sentido dor. Chame do que quiser, é impossível viver sem minha Cristal e meu Fúria.

*Antonio Rodríguez, 17, estudante e poeta nas horas vagas (e algumas ocupadas também). Apaixonado pela vida, faz o máximo para transformar tudo em poesia. Mantém o Instagram @a.poetizando.me

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