Um poeta desesperado

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O que fazer
Quando a falta de ideias
É maior do que a vontade de escrever?

Aqui se encontra um poeta desesperado
Sentado em sua cadeira
Encarando um computador
Um Word aberto
Em uma página em branco.

Na internet
Sua música preferida do momento é reproduzida
Algumas manchetes da semana
Acompanham as outras páginas abertas.

Algumas notícias se repetem
Algumas não são as mesmas
Mas parecem só uma reedição
Publicadas por um país carente de novas (boas) notícias.

E nessa noite
O poeta encara a tela
E ela não o encara de volta
Não sorri para ele
Não o inspira com belas palavras
Capazes de escrever mais uma bela coluna.

Não há um motivo lógico
Sequer algo a se racionalizar
Direi apenas que
Nessa noite Apolo resolveu guardar para si
Seus dons poéticos
E assim
Enchendo a tela com palavras sem sentido
Caprichando mais em algumas do que em outras
Tentando fazer parecer um texto apresentável
O poeta enche a tela.

A encara recheada de palavras agora
Com certeza não será seu melhor trabalho
Mas espera-se que não o julguem como o pior
Mas você ainda se encontra aqui caro leitor?
Achei que já teria perdido as esperanças em mim
Assim como eu perdi as esperanças
De transformar um texto fajuto
Em uma nova era para minha poesia.

Adeus Leitor.
Espero ter preenchido seu tempo com essas palavras
Porém, não me culpe se achar que o desperdiçou
Eu só sou um poeta desesperado
E com a cabeça vazia…

Que foi? Porque você ainda esta aí? Eu AINDA não te convenci de que não tenho mais ideias? Vamos, vamos, adeus, adeus, não consigo ocupar mais espaço da coluna sem ser enxotado daqui por vadiagem, pela última vez: Adeus Leitor!

*Antonio Rodríguez, 18, estudante e poeta nas horas vagas (e algumas ocupadas também). Apaixonado pela vida, faz o máximo para transformar tudo em poesia. Mantém o Instagram @a.poetizando.me

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