Veja o que disseram os vereadores sobre o projeto que cria o Conselho dos Direitos LGBT

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Eles falaram com a reportagem da Lume pelo WhatsApp ou pelo telefone

Beto Cambará (PODE):

“Estamos analisando bem isso aí. Eu estou analisando da melhor maneira possível. Estou pegando opiniões. Te confesso que estou na dúvida ainda. A gente quer dar uma sentada com muita calma. Estamos sentando junto com os vereadores, com o pessoal do comércio. Eu acho que não vai ter muita dificuldade em votar. Mas eu queria estar bem preparado. Como eu sou católico, eu tenho de ouvir a parte (da Igreja). Tenho de ouvir o público em geral. Eu sinceramente tenho uma opinião, mas estou aguardando a hora melhor para fazer o que a gente achar que é o melhor para a cidade. Talvez essa semana eu já possa te falar (qual a opinião). Estou ouvindo os dois lados.”

Chavão (PATR) :

“Tenho minhas dúvidas ainda sobre esse PL. Tenho várias bases políticas. Várias pessoas que me apoiaram. Estou fazendo algumas reuniões com eles. Escutando esse povo que me apoiou, que esteve comigo até agora, me apoiando no dia a dia: lideranças de bairro, pastores da igreja. Tenho minhas dúvidas. Tem os 15 dias que vai dar uma paralisada na Câmara (recesso). E eu vou dar uma estudada, aprofundar mais sobre esse projeto para tomar minha decisão.”

Daniele Ziober (PP) :

“Até agora estou favorável. Ainda discutiremos bastante acredito.”

Deivid Wisley (PROS) :

“Precisamos respeitar o ser humano, não a opção sexual, a classe social. Dentro de cada ser humano, bate um coração que tem uma história. E nós precisamos respeitar o ser humano e a história dele. Esses dias eu perguntei para um repórter: Você usa o Conselho do Idoso? Ele falou não. Então deixa quem precisa usar. É igual o conselho LGBT. Você vai usar o conselho? Às vezes não, mas deixa quem pretende usar que faça uso. A minha opinião é que precisamos respeitar o ser humano de forma geral. Obviamente, sou contra as pessoas que ficam lá na Leste-Oeste com as coisas de fora. Agora a pessoa ter o conselho LGBT e fazer parte do conselho não vejo problema nenhum.”

Eduardo Tominaga (DEM) :

“Eu tenho reuniões importantes essa semana para que eu possa estudar, colher informações e fundamentar meu voto e meu posicionamento.”

Emanoel Gomes (REPUB) :

“Eu não vou me manifestar a respeito do projeto. Estou analisando ainda.”

Giovani Mattos (PSC) :

“Sou contrário a criação do conselho.”

Questionado sobre o motivo, ele não respondeu.

Jairo Tamura (PL) :

“Isso ainda estamos discutindo com setores da igreja (Tamura e Cambará se reuniram com o arcebispo Dom Geremias Steinmetz especialmente pra discutir o projeto). Você quer saber meu voto? Não, não vou falar porque estamos discutindo alguns pontos para a gente ver o que seria viável através de uma emenda ou não, ver o projeto em si. Tem que ver o projeto como vai passar nas comissões, quais emendas serão apresentadas, até chegar no plenário. Então tem um longo trajeto ainda para seguir até o plenário. Como vou apresentar um voto agora sendo que a discussão é nas comissões ainda?”

Jessicão (PP) :

“Sou contra. A partir do momento que a gente começa a segregar, a dividir, eu vejo como uma coisa ruim. Sou lésbica assumida desde os 12 anos e eu vejo que quanto mais privilégios para o grupo de gays, lésbicas, isso cria cada vez mais um sentimento de divisão da sociedade. E começa a gerar uma revolta na sociedade. Além disso, todo conselho na cidade começa sem remuneração e depois passam a ser remunerados e são um gasto desnecessário a cidade. Eu acredito que a forma que está sendo feita esse conselho não vai proteger o LGBT. Se grupos específicos querem criar um movimento, uma associação, para buscar mais proteção, eles podem fazer, agora utilizando o Executivo eu não acho que vai ter vantagem alguma. Acredito que vai virar mais uma massa de manobra politiqueira.”

Lenir de Assis (PT) :

“Considero o projeto importante. Existe uma luta muito grande para vencer toda forma de preconceito, discriminação. A organização de um conselho como este é fundamental para cada vez mais promover políticas públicas para todos e todas do nosso município. Vamos fazer esse debate que eu considero extremamente importante assim como outros conselhos de política públicas já existente em Londrina.”

Lu Oliveira (PL)

“É através da conscientização da população, políticas públicas e leis específicas, que caminharemos para o fim da discriminação. O Brasil mata mais LGBT+ do que qualquer outro país. Uma grande luta vivemos para proteger todos os cidadãos, garantindo em ações e leis todos os seus direitos. Mulheres são vítimas. Negros são vítimas. Homossexuais são vítimas. Vítimas de ideologias, de concepções, de credos. Há uma condição de desvantagem em que este grupo se encontra neste sistema de desigualdades, onde o preconceito, o desemprego, a violência e até a pobreza colocam suas vidas em um patamar inferior e com complicações nas estruturas da vida social. É direito de todo ser humano falar e ser ouvido quando assim se sentir em desvantagem. É, foi e sempre será assim ao longo da história com incontáveis movimentos. Precisamos aperfeiçoar a democracia e não promover a discriminação.”

Madureira (PTB) :

“Voto contra. Não é porque tenho nada contra. Precisa ser um projeto mais ampliado, um Conselho dos Direitos Humanos. O projeto (só para LGBT) é discriminatório. Entendo o bullying , a violência que a classe sofre, mas tem mais classes alinhadas nesses parâmetros que também sofrem discriminação. Eu estou criando na Câmara um Conselho da Família, que poderia acoplar eles. O prefeito atendeu a comunidade que pediu o projeto, mas meu voto vai ser não, sem nenhum agrave no discurso, respeitando a categoria. Fui técnico nacional por muitos anos (de taekwondo ). Convivi com pessoas que têm opções sexuais diferenciadas, Respeito todas elas. O mais importante é a pessoas ser humana, do bem.”

Mara Boca Aberta (PROS) :

“Ainda estou estudando o projeto.”

Matheus Thum (PP) :

“Existem pessoas que não querem que o projeto ande na Casa. Isso pode gerar algum atraso. Provavelmente, (o projeto) volta com os pareceres na segunda quinzena de agosto. Provável que irá para votação em setembro, sendo bem otimista. Estamos articulando para que o projeto seja aprovado.”

Nantes (PP) :

“As comissões temáticas estão avaliando. Emitiram vários pedidos de pareceres às entidades externas. Eu prefiro nesse momento aguardar para depois emitir a minha posição. Mesmo porque eu não gosto de decidir o voto antes de estar todo o projeto pronto para ser votado. Eu tenho minha posição sim, mas quero aguardar o momento correto (para divulgá-la).”

Prof.ª Flávia Cabral (PTB) :

“O PL ainda está nas comissões temáticas. Em razão disso, tenho buscado informações com os colegas vereadores que compõem essas comissões, com a minha assessoria jurídica e com grupos e entidades do município para tomar a melhor decisão. Assim que eu tiver um posicionamento, torná-lo-ei público.”

Prof.ª Sonia Gimenez (PSB) :

Não atendeu a reportagem. Por meio da assessoria, disse que vai anunciar seu posicionamento no dia da votação.

Roberto Fú (PDT) :

“O projeto é do Executivo e foi encaminhado para dezenas de entidades se pronunciarem. Estou esperando esses pareceres para que eu e minha assessoria possamos estudá-lo melhor, ver se ele tem legalidade, para ver se vou fazer alguma emenda, para dar um parecer mais concreto.”

Santão (PSC) :

“Sou contra porque (o projeto) fere inúmeros princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos.”

Questionado sobre quais seriam esses direitos feridos, ele não respondeu.

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