Temporal destrói casas e desabriga família na Zona Norte

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Ventania seguida de chuva forte que atingiu Londrina nesta terça destruiu telhados de casas nas ocupações do Aparecidinha e do Marieta

Da Redação

Foto em destaque: Walkiria Moreno

Um temporal que caiu em Londrina na tarde desta terça-feira destelhou barracos e deixou uma família desabrigada no Aparecidinha, ocupação na Zona Norte de Londrina. Em outro casebre, na ocupação do Marieta, feito de madeira, as telhas não resistiram ao vento e desabaram, deixando a família da cozinheira Maria Lúcia dos Santos sem ter onde passar a noite.

“Com essa chuva que deu, esse vento, as telhas caíram e quebrou todo o telhado da casa. A casa é de madeira, mas as telhas eram bem fininhas. Desceu o forro para baixo”, descreve Maria Lúcia, que vive com o marido, dois filhos e uma neta. “Ficamos sem colchão e coberta. Molhou tudo. Já estava sem ter o que comer e agora acontece isso”, lamenta a cozinheira.

Outros casebres, na ocupação Aparecidinha, foram destelhados e as famílias tiveram o interior de suas casas alagado. Eles chegaram a contatar a Defesa Civil, que levou mais de uma hora e meia para responder aos chamados, conforme a líder comunitária Walkiria Moreno. Segundo ela, os moradores precisam de doações de alimentos, telhas, colchões e roupas para crianças e adultos. Para doar, ligue para (43) 99160-7896.

Para contribuir com a família da Maria Lúcia, ligue (43) 98435-0049.

Segundo informações da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC) de Londrina, será montado um ponto de distribuição de lona para as famílias afetadas pelo vendaval na Zona Norte da cidade. A Defesa Civil está mobilizando os esforços de acordo com a gravidade das ocorrências registradas. A Base Móvel será instalada na Avenida Saul Elkind, 5.396, próximo ao prédio do Conselho Tutelar Norte.

Temporal causa estragos por toda a cidade

De acordo com o último boletim divulgado pela COMPDEC, foram contabilizadas163 ocorrências, das quais 103 foram pedidos de lona por conta de destelhamentos, 59 quedas de árvores e uma solicitação de vistoria.

Do total de ocorrências registradas na central de emergência 199, foram constatados danos em residências, bloqueios parciais e totais em vias, danos a veículos, danos em rede elétrica, entre outras. Na região Central, a queda de uma árvore entre as ruas Belo Horizonte e Piauí interrompeu o trânsito e deixou moradores sem luz por mais de quatro horas.

O alto número de destelhamentos se concentrou em uma região de ocupação irregular na Zona Norte e foi causado por uma rajada de 62,3 km/h, registrada pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), no início da tarde de terça.

Ao todo, foram registrados 19 bloqueios em vias, dos quais 12 foram parciais e sete foram bloqueadas totalmente. As equipes do poder público realizaram trabalho de desobstrução e sinalização a fim de evitar acidentes. Nesta quarta, as equipes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) também estão trabalhando na retirada de árvores caídas nas vias públicas. Eles estão nas ruas Pistoia e Paranaguá, que ficam na região central da cidade, próximas ao Museu; assim como na zona norte, na Rua Pedro Pescador e, região sudoeste, na Rua José Roque Salton.

Além desses eventos, o Município também registrou intercorrências no trânsito. Diversos semáforos tiveram problemas e interrupção de serviço, sendo a maioria relacionada à falta de energia. Para arrumá-los, desde ontem, as equipes da CMTU estão trabalhando. Até o momento, 18 semáforos apresentaram algum tipo de problema devido à falta de energia ou dano em alça, por conta do vento, ou, ainda, queima do controlador. Mas, todos estão sendo retificados.

Entre as demandas que estão chegando até a companhia nesta manhã estão os semáforos localizados na PUC x Avenida Tiradentes; Charles Lindemberg; São Paulo x Benjamim Constant; Rio Grande do Norte x Bahia e na Hugo Cabral x Benjamin Constant. Os técnicos da CMTU pedem a compreensão dos motoristas e atenção redobrada ao trafegar pela cidade.

As equipes da Defesa Civil permanecem em capo para prestar atendimentos. O órgão pede para que a população entre em contato com a central de emergência 199 para repassar informações de estragos.

Forte rajada chegou a 62 km/h

Dados da Estação Londrina do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) apontam que entre 12 horas e 13 horas foi constatado vento com velocidade de 31,3 km/h, com rajada de 62,3 km/h. 

(Atualizada às 10h53)

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