Relativo ao tempo.  

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O tempo.
É implacável.
Ele corre sem pernas
E te alcança
Tô correndo mais que o Bolt
E mesmo assim ele me alcança
Talvez se eu apelar para o Hamilton
E começar a correr em um F1.

Mas não tem jeito
Ele vai me alcançar
Nem Jesse Owens escaparia
Ele simplesmente nos alcança.

Como Atlas
Seja com 12 ou 120 anos
O globo pesa nas costas
Como se te lembrasse de tuas responsabilidades.

O tempo parece correr em linhas diferentes
Uma extremamente lenta
Que te acompanha diariamente
Arrasta os minutos das 24 horas do dia.

Outra corre,
Não, melhor, ela voa
Atravessa a translação do mundo
E põe em perspectiva que os Natais já não são mais tão afastados
Um foi ontem
Depois de amanhã tem mais outro
Em 15 dias
Puff
Bem-vindo a 2031
Correção: 2041.

E assim o tempo voa
E me desculpe caro leitor
Roubei preciosos segundos, não minutos!
Errata: Foram horas, mas o poeta se recusa a admitir
Enfim
Roubei algum tempo
Quanto?
Nem o tempo dirá.

É só isso.

Não pretendo lhes roubar mais deste precioso tempo que a sociedade nos disponibiliza em pequenas gotas analgésicas ao nosso anseio interminável de mais e mais tempo.

Acabou-se.

Acabou-se o tempo de vida de mais uma coluna.


*Antonio Rodríguez, 18, estudante e poeta nas horas vagas (e algumas ocupadas também). Apaixonado pela vida, faz o máximo para transformar tudo em poesia. Mantém o Instagram @a.poetizando.me

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