Professores se recusam a tomar vacina em Londrina

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Negacionismo em sala de aula põe em risco comunidade escolar

Nelson Bortolin

Foto: Marek Studzinski/Unsplash

O negacionismo em relação às vacinas que protegem contra a covid-19, muito comum entre os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, não escapa às salas de aula de Londrina. A Rede Lume teve acesso à conversa de um grupo de pais no WhatsApp (imagem abaixo), na qual uma professora diz que o imunizante é experimental e por isso não vai tomá-lo.

A docente repete o discurso mentiroso do presidente. Nenhuma das vacinas aplicadas no Brasil está em fase experimental. Todas foram autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após a realização de testes em laboratórios e animais e também das três fases de testes em humanos, como é exigido para qualquer vacina.

A reportagem também conversou com uma professora de escola municipal da zona norte sobre o assunto. “Aqui pelo menos cinco colegas falam abertamente que não vão tomar a vacina”, conta.

Nesta semana, o governo do Estado anunciou a retomada das aulas presenciais. Só poderão permanecer estudando em casa os alunos com comorbidades comprovadas.

A Secretaria de Educação do Paraná (Seed) informou que não há obrigatoriedade de vacina nem para estudantes, nem para professores.

Na rede municipal, ainda há revezamentos semanais. Metade dos alunos de cada turma assiste aula de casa e metade vai à escola. Da mesma forma, não há obrigatoriedade de vacina para ninguém.

CASOS

De acordo com o último boletim divulgado pela Prefeitura, na segunda-feira (27), Londrina acumula 2.120 mortes por covid desde o início da pandemia.

A média móvel diária de mortes está em alta (7,1), maior número desde 3 de junho. Já a média móvel diária de novos casos ficou em 254, o que indica uma estabilidade depois de um crescimento importante ocorrido no final de agosto.

As médias móveis são a soma de casos dos últimos sete dias divida por sete.

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