Cesta básica custa quase R$ 530 em Londrina

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Cesta de alimentos básicos para uma pessoa registra novo preço recorde em setembro, aponta Nupea

Cecília França

A cesta básica de alimentos para uma pessoa custou R$ 529,90 no mês de setembro, em Londrina, um novo recorde dentro da série histórica pesquisada desde 2003 pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Nupea), que integra as Universidades Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e Estadual de Londrina (UEL). O preço é 2,2% mais alto que o registrado em agosto, R$ 518,42. Para uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças) o grupo de alimentos custou nada menos que R$ 1,589,71.

O tomate encabeça a lista de produtos com maior alta, 33,7%, seguido por açúcar (8,2%) e farinha de trigo (5,4%). Dos 13 produtos pesquisados, sete tiveram alta no preço médio, cinco registraram queda e a carne, que tem maior peso na cesta, registrou estabilidade em caríssimos R$ 38,44. Segundo o economista responsável pela pesquisa, Marcos Rambalducci, esse comportamento reflete a escassez do produto na mesa dos brasileiros.

“A carne teve variação inferior a 1%, o que a coloca na condição de preço estável. Vale lembrar que esta estabilidade se deveu em grande parte pela redução no consumo”, destaca. O Nupea promove o levantamento de preços em 11 supermercados de Londrina e a carne pesquisada é sempre o coxão mole bovino.

Fonte: Nupea

Rambalducci diz que a sazonalidade explica o aumento no prçeo do tomate, mas não dos demais. “O trigo e o açúcar tem como justificativa para o aumento seu atrelamento ao câmbio. Como são commodities, seus preços estão sempre associados ao mercado externo. Como importamos 50% do trigo que consumimos estamos pagando mais caro por ele, e como exportamos açucar, também pagamos mais caro por ele”, detalha.

Combustíveis e energia impactam

“Dois insumos são absolutamente impactantes na formação de preços (e, por conseguinte, nos preços dos produtos que compõe a cesta básica): a energia elétrica e os combustíveis. Ambos com elevação por motivos distintos”, destaca Rambalducci. O economista, no entanto, é contra intervenções governamentais para o controle de preços.

“Toda intervenção gera mais distorções. E é importante lembrar que não é o Brasil que está sofrendo com a inflação, são todas as economias relevantes no mundo”, finaliza.

Arte: Rede Lume

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