Casos de covid voltam a cair em Londrina

Publicado por

No sobe e desce da pandemia, a cidade agora tem 175 novos casos em média por dia; o recorde foram 402

Foto: CDC/Unsplash

Nelson Bortolin

A média móvel diária de 175 novos casos de covid-19 em Londrina, divulgada nesta quinta-feira (7) pela Prefeitura, é a menor desde 18 de agosto. A cidade apresenta uma clara curva descendente da doença. Há um ano, Londrina tinha uma média móvel diária de 130 novos casos e também dava início a uma curva descendente. Mas não época, não havia vacinação.

O gráfico mostra que, desde setembro de 2020, houve um sobe de desce de notificações no município, que chegou ao final de dezembro com mais de 260 novos casos diários em média.

As médias diárias são a soma dos casos dos últimos sete dias dividida por sete.

Houve picos de infecções em momentos como 27 de janeiro deste ano (370) e 16 de junho (402). Esse último foi o maior número registrado em toda a pandemia.

Já a média móvel diária de mortes (5,6) ainda está bem alta em relação a de 16 de agosto (2,1), por exemplo. Mas, bem menor que os picos de 11 óbitos diários em média no final de março e meados de abril.

Nesta quinta-feira, foram cinco novas mortes, todas de pessoas com mais de 70 anos. Há 140 londrinenses internados com covid, sendo 58 em leitos de UTI.

O total de mortos em Londrina desde o início da pandemia é de 2.185. São 84.347 infectados. A taxa de mortalidade portanto é de 2,6%. Cerca de 15% dos londrinenses tiveram exames positivos para a doença.

VACINA

A vacinação com primeira dose chegou a 404.866 pessoas, ou 70% da população. A Prefeitura aplicou 269.245 segundas doses e 12.738 doses únicas, o que significa dizer que 49% dos londrinenses estão totalmente imunizados. Há ainda 7.634 terceiras doses aplicadas em idosos, pessoas com comorbidades e profissionais de saúde.

PROPAGAÇÃO

O secretário de Saúde do Município, Felippe Machado, confirma a tendência de desaceleração dos casos de covid em Londrina. Ele conta que o indicador R0 (R zero) vem caindo por três semanas consecutivas e está em 1,03. Isso significa que cada grupo de 100 pessoas infectadas repassa o vírus para outras 103. Nas semanas anteriores, o R0 baixou de 1,11 para 1,09 e depois para 1,07.

Apesar disso, ele é cauteloso em comemorar os números. “Infelizmente não dá para cravar que a pandemia está terminando. Não dá para garantir que o cenário não possa se alterar (com aumento dos casos).”

Machado ressalta, no entanto, que quanto mais a vacinação avança a tendência é que os indicadores de novos casos, de internações e de óbitos caiam. Mas deixa o recado para a população: “A pandemia não acabou. Não dá para relaxar. Inclusive os vacinados devem continuar tomando os cuidados.”

Deixe uma resposta