Observatório promove reunião aberta ‘Feminicídio em debate’

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Néias-Observatório de Feminicídios Londrina promove debate no próximo sábado; inscrição é gratuita

Cecília França

O Néias-Observatório de Feminicídios Londrina promove no próximo sábado (16) sua primeira reunião aberta, com o tema “Feminicídio em debate”. Tendo como facilitadora Marisse Costa de Queiroz, advogada, docente da Pontifícia Universidade Católica (PUC) campus Londrina e integrante da Executiva do Néias, o encontro debaterá a legislação, as nuances, consequências e a perspectiva do grupo sobre a temática.

“Minha expectativa é que com o encontro, além de promover a discussão sobre o que consideramos feminicídio, mais mulheres e entusiastas conheçam o trabalho do Néias e, querendo, possam somar e contribuir com nossas ações. Espero também que seja um espaço de formação para nossas integrantes e para o público interessado na discussão desse fenômeno complexo que é a violência de gênero”, diz a facilitadora.

A reunião terá início às 10h por meio da plataforma zoom. Para participar basta preencher uma inscrição gratuita. O link para acesso à sala será enviado para o e-mail fornecido. O Néias também disponibiliza um material selecionado para munir com informações prévias as participantes (veja links abaixo).

Marisse espera que a reunião proporcione “um papo descontraído e acessível” sobre como o Néias compreende o fenômeno do feminicídio, violência ainda tão recorrente na nossa sociedade. “A proposta é discutirmos a perspectiva sociológica de feminicídio e sua relação com a criminalização após a inclusão no Código Penal”, explica.

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Um feminicídio a cada 6 horas e meia

O Anuário Brasileiro da Segurança Pública contabilizou 1.350 feminicídios no País em 2020, número que ainda pode estar subestimado. O assassinato de mulheres é a expressão mais atroz da violência de gênero e ocorre, muitas vezes, após sucessivos episódios de violência doméstica.

No documento “Explicando o feminicídio”, produzido pelo Néias, a advogada Marisse de Queiroz, a psicóloga Flávia Carvalhaes e a antropóloga Martha Ramirez, expressam:

“O feminicídio é consequência de atos individuais ou coletivos direcionados a mulheres específicas. Contudo, esses atos compõem um fenômeno estrutural por serem resultado dos modos como se organizam as relações das pessoas na vida em sociedade. Quando essa organização social incide nas relações de gênero como relações de poder, em que mulheres enquanto grupo são subalternas, essa estrutura resulta num modo letal de governança dos corpos e da vida das mulheres.”

O documento é um dos materiais disponibilizados às participantes da reunião aberta do dia 16.

Serviço: ‘Feminicídio em debate’

Data: 16 de outubro de 2021

Horário: 10h

Link para inscrição: https://us02web.zoom.us/meeting/register/tZAqduqhpjIrGNAas4U06g0TnfnKbT84mMN6

Link para acesso aos materiais: https://drive.google.com/drive/folders/1rx0lLl7BSIOG0RHwrFu81_vQgXouYI-B

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