Corpas Espaço Libertário realizará mostra cultural para artistas marginalizades

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Grupo Corpas está selecionando obras audiovisuais e de artes plásticas até 28 de novembro para evento que acontecerá em dezembro

Mariana Guerin

A Corpas – Espaço Libertário criou um “edital” para convidar produtores culturais “dissidentes, racializades e marginalizades” que atuam em Londrina para refletir sobre o futuro do cinema, do audiovisual e das artes plásticas produzidos no contexto local.

O projeto está selecionando, até 28 de novembro, curtas e obras físicas, como esculturas e desenhos, com o intuito de realizar uma mostra presencial, em 5 de dezembro, quando também acontecerá uma troca de ideias entre artistas e público.

Os materiais precisam ter temáticas e vivências de raça, gênero, sexualidade ou falar sobre território, com vieses libertários, antirracistas, anticapitalistas e descoloniais. Interessados em participar podem clicar aqui para finalizar o cadastro.

Segundo o grupo, “a Corpas é um sonho coletivo ou um coletivo sonho, que vem sendo pensado desde fevereiro deste ano”, mas que foi prorrogado por conta da pandemia. “Com o avanço da vacinação da população em Londrina, a ideia saiu das nossas cabeças e ganhou espaços, formas e afetos, construindo redes a partir daqui.”

O primeiro evento oficial do Espaço Libertário contou com 12 participantes, que se reuniram com o objetivo de semear ideias. “Deu início a uma horta coletiva e a trocas que fundamentam construções autônomas e horizontais, como a Corpas. O objetivo é que nós, corpas dissidentes, ocupemos espaços que nos são negados, trazendo junto as nossas vivências diversas e o nosso olhar político sobre o todo. Quando falamos de espaços negados, não são só os físicos, mas também os espaços do afeto, da saúde e da subjetividade”, explica o grupo, inicialmente formado por três artistas.

“Corpas é uma provocação, para que essa nova perspectiva de corpos que habitam, constroem, sentem e se rebelam seja construída por muitas mãos e para além desse ideal descrito por nós. Assim, nosso coletivo não se limita às três pessoas que o compõem agora, mas se expande em cada corpa que acredita em relações sem hierarquia e horizontais”, definem.

A partir dessa mostra em dezembro, o grupo quer criar um local de encontro e convergência para corpas que pensem e existam para além da cisheteronorma branca colonial. Eles entendem que grandes potências artísticas podem sim se desenvolver para além das capitais e grandes centros artísticos.

“Nossa proposta é juntar trabalhos que pensem as nossas realidades locais e que, a partir do encontro desses realizadores dessas obras, possamos pensar em ações político-culturais coletivas de impacto real em nossos territórios.”

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