Para o ano que não tarda a chegar

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Há de ser belo
Há de ser justo
Há de ser grande
Há de ser intenso
O que está porvir 
Hei de estar belo
Hei de estar grande
Hei de estar inteiro
Vivos, juntes
Renovadas energias
Na roda da vida
Mudanças
Marcando cadência
No som da gira
Há de espumar champagnes
Na areia clara da praia
Fazermos a virada
Mergulho profundo
Renovados oceanos
Há de lavar nossas auras que brilharão etéreas
Pelos dias eternos
Que a existência nos presenteará
Estrelas
Para os dias alegres, Chico
Para os menos doces, Gil
Para aqueles de tempestade, a voz da mãe
Para todos eles, encontros com os amigos
Hei de entregar-me generoso
Nos abraços da biodança
No embalo que balança
Nos sóis que se puserem
E aos que nascerem
Vermelhos
Pela chuva
Pelo grão
Sacralidades múltiplas
Na serenidade dos olhos seus
Reflitam dias possíveis
Mais leves para todes
Aquarelados fins de tarde
Imensos arco-íris
Entre tons
Estar em tudo
E tudo amar
Bandeiras em luta
Ruas cheias
Felicidade de novo
Bênçãos escorram
Cachoeiras em si bemol
Amém, saravá e aleluia
Falta pouco para 2022!

*Régis Moreira, Comunicólogo Social e Gerontólogo, doutor pela ECA (USP) em Ciências da Comunicação, docente do Depto de Comunicação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde atua como pesquisador na área de comunicação, envelhecimento e gênero. Pesquisador do Observatório Nacional de Políticas Públicas e Educação em Saúde.

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