Londrina registra oito casos de H3N2

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Prefeitura amplia estrutura para atendimentos a síndromes respiratórias na UPA Sabará e na UBS da Vila Casoni

Mariana Guerin e Nelson Bortolin

Foto em destaque: Arquivo/Emerson Dias

O secretário de Saúde de Londrina, Felippe Machado, anunciou nesta terça-feira (4) mudanças nos atendimentos a pacientes com síndromes respiratórias, como H3N2, na cidade. Foi ampliada a escala médica da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Sabará, que agora contará com oito médicos, além de ampliação da equipe de enfermagem e apoio e retorno do Centro de Triagem e Acolhimento na unidade.

Já a Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Casoni passará a atender síndromes respiratórias a partir das 13 horas da próxima quinta-feira (6). “Foi escolhida estrategicamente essa unidade básica de saúde da Vila Casoni por ser de costume a unidade básica que sempre tinha agenda preenchida por último, ou seja, não havia uma grande procura pela população.”

“Entretanto, se necessário, nós já estamos organizados para distribuir esse número de vagas que eram ofertados pela unidade básica de saúde da Vila Casoni nas demais unidades vacinadoras porque sabemos que mais do que nunca agora a prioridade é que a gente avance na vacinação e as pessoas entendam que realmente a pandemia não acabou.”

“Ontem, batemos um recorde no nível de pacientes atendidos: 750 fichas, número maior até do que tivemos no pico da pandemia. Motivo pelo qual a Prefeitura de Londrina rapidamente se organizou para ampliar a estrutura de atendimento”, diz o secretário.

Município registra oito casos de H3N2

“A escala da UPA do Jardim Sabará passa a contar com oito médicos, antes nós tínhamos cinco, então adaptamos consultórios, reforçamos a equipe de enfermagem e estamos montando novamente a tenda de apoio ali do lado da unidade. Paralelamente a isso, na próxima quinta-feira, a partir das 13 da tarde, a UBS da Vila Casoni, que atendia até então vacinas contra a covid, volta a ser unidade para atendimento de síndromes respiratórias”, descreve Machado.

Segundo ele, a UPA do Jardim Sabará e o Pronto Atendimento Infantil (PAI) são as duas unidades que atuam como sentinelas no município. Nestas unidades são realizados exames em pessoas com sintomas de gripe, os quais compõem, a partir de um protocolo da vigilância epidemiológica do Estado, o painel viral da cidade.

“Além da pesquisa do vírus comum de influenza e até mesmo da covid-19, o painel viral faz a pesquisa de mais 30 vírus e foi dentro desses exames que nós identificamos, aqui em Londrina, oito casos de H3N2, que é um vírus de transmissão comunitária, ou seja, a gente já não consegue mais fazer o rastreamento da origem desse vírus aqui na cidade.”

De acordo com o secretário, os pacientes tiveram quadros leves e apenas dois necessitaram de internamento, mas tiveram alta médica em dois dias.

Os principais sintomas da H3N2 são febre alta e tosse, dores de garganta, cabeça, corpo e articulações. Variante do vírus Influenza A, a H3N2 é uma das principais responsáveis pela gripe comum e pelos resfriados. A transmissão ocorre por meio de gotículas liberadas no ar quando a pessoa gripada tosse ou espirra. Assim como a covid-19, a prevenção deve ser feita com distanciamento físico entre as pessoas, uso de máscara e higiene das mãos.

Ainda conforme Machado, não é momento para pânico. “A gente reforçou isso durante todo o ano e não mudou. No final do ano, a gente sabia que haveria as festas, que haveria a confraternização coletiva de uma forma mais intensa, e pedimos para que as pessoas tomassem cuidado, que se vacinassem, que usassem máscaras, porque nós sabíamos já dessa possibilidade do aumento de números de casos de covid.”

Município tem estoque de medicamentos para gripe

O secretário destaca que Londrina está preparada para enfrentar esta tendência de aumento dos casos de influenza, que é uma doença atípica e sazonal. “Não temos problema com estoque de medicamentos, lembrando que toda a medicação precisa da indicação exclusiva do médico assistente durante atendimento”, alerta o secretário.

Segundo ele, o Tamiflu é fornecido pelo Ministério da Saúde via Secretaria de Estado da Saúde. “Nossas unidades já contam com esse medicamento rotineiramente. Alguns ajustes vão ser feitos nos estoques daquelas unidades que não estão atendendo síndrome respiratória, até para que a gente possa otimizar toda essa medicação.”

Ainda conforme o secretário, ainda há vacinas contra gripe disponíveis nas unidades básicas de saúde da cidade. Os interessados em se vacinar, devem ligar na UBS mais próxima de sua residência e agendar um horário. Ele informa que houve baixa adesão à vacina da gripe em Londrina e no Paraná como um todo.

“Nós temos vacina da influenza trivalente que é vacina disponível neste calendário vacinal pelo Ministério da Saúde, que protege contra H1N1, influenza B e H3N2, entretanto não essa mutação do vírus H3N2. Porventura quem ainda não se vacinou, é possível se vacinar. Lembrando que ela não vai te conferir a proteção especificamente contra o novo o vírus da influenza, mas aqueles outros que já são conhecidos.”

Média móvel de casos de covid-19 vem crescendo

A média móvel diária de novos casos de covid-19 vem crescendo ininterruptamente em Londrina desde o dia 26 de dezembro, segundo boletins epidemiológicos divulgados pela Prefeitura. Eram 13 novos casos em média naquele dia. Subiram para 28 dia 3 de janeiro. A média móvel diária é a soma dos novos casos dos últimos sete dias dividida por sete.

A Prefeitura não divulgou boletins nos dias 25 e 26 de dezembro e nem nos dias 1º e 2 de janeiro. Os dados desses dias foram contabilizados na data seguinte. No período de 12 a 18 de dezembro a média diária havia ficado abaixo dos 10 casos.

Apesar do aumento de casos, não houve crescimento no número de mortes por covid-19. Não há nenhum óbito registrado desde 29 de dezembro. Já o número de pessoas internadas com a doença aumentou de 8 no dia 27 de dezembro para 13 em 3 de janeiro. Confira os gráficos:

Secretário reforça importância da vacinação

Machado reforça a importância da vacinação contra o novo coronavírus: “Ela vem cumprindo integralmente o papel que se propõe, que é evitar os casos graves e evitar as mortes. Em que pese nós observarmos esse aumento considerável no número de casos e atendimentos, não houve qualquer oscilação em relação a pacientes internados, a número de óbitos. Hoje é o sétimo dia sem nenhum londrinense perder a vida.”

“Entre os casos que nós temos identificado de covid-19, mais de 95% dos casos são sintomáticos leves ou até mesmo assintomáticos, o que referenda a importância da vacina. O mesmo cenário em que nós tivemos um aumento de caso lá atrás, antes da vacina, nós podemos observar o impacto grande que isso gerou em toda a rede de assistência, em toda a rede de atendimento hospitalar.”

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