Cesta básica volta a encostar nos R$ 540 em Londrina

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Grupo básico de alimentos custou R$ 537, em janeiro, para uma pessoa; para família custo supera os R$ 1.600

Cecília França

Foto em destaque: Marcos Paulo Prado/Unsplash

A cesta básica de alimentos em Londrina registrou alta de 6,2% no mês de janeiro, custando R$ 537,49, conforme pesquisa do Núcleo de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Nupea). Para uma família de quatro pessoas o custo foi de R$ 1.612,48. A alta foi puxada pelos hortifrutis – batata (40,7%) e tomate (34,7%) – além da carne, que tem alto peso na composição da cesta e ficou 3,3% mais cara em janeiro.

O economista responsável pela pesquisa, Marcos Rambalducci, explica que as condições climáticas justificam a variação para cima no preço dos dois produtos. “Minas Gerais é o primeiro produtor de batatas e o Paraná, o segundo. O primeiro com chuvas intensas, que impediram a colheita, e seca aqui, acabaram prejudicando a oferta de batatas e o preço subiu. Também o tomate sofre com variações climáticas”.

Sobre a carne, Rambalducci detalha: “A retomada das exportações de carne para a China e os altos custos de produção ajudam a entender essa alta”. Janeiro é um mês em que, tradicionalmente, a cesta básica sofre queda de preço. No entanto, em 2021 e agora o comportamento foi diferente.

“No ano passado os preços ficaram praticamente estáveis, de R$ 505,01 (dezembro 2020) para 506,01 (janeiro 2021). Mas de fato, historicamente o preço da cesta deve cair em janeiro na comparação com dezembro, o que não ocorreu nestes dois últimos anos. A explicação para os dois é a mesma, embora com produtos diferentes. No ano passado o vilão foi o arroz que, juntamente com a carne, comprometeram o comportamento que deveria ser típico. Este ano, a batata e a carne fazem este papel”, relata. “Clima e exportações são a explicação para ambos”.

Além da batata e do tomate registraram alta, em janeiro, café (11,3%), banana (6,2%), leite (5,4%), margarina (4,6%) e farinha (3,7%). Tiveram redução arroz (-3,9%), pão (-4%) e açúcar (-5%). Óleo (-0,4%) e feijão (-0,9%) ficaram estáveis. Confira os preços médios por produto.

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