Em novo recorde, cesta básica compromete 48% do salário mínimo

Publicado por

Dos 13 produtos pesquisados, nove tiveram aumento em fevereiro, elevando o preço total a R$ 579,45

Cecília França

Foto em destaque: Brands&People on Unsplash

A cesta básica de alimentos em Londrina atingiu novo preço recorde no mês de fevereiro: R$ 579,45 para uma pessoa, segundo pesquisa do Núcleo de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Nupea). O valor indica um comprometimento de 47,9% do salário mínimo nacional, muito acima do que seria confortável para garantir uma vida digna aos trabalhadores. Para uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças), a cesta custou R$ 1,738,34.

Nove dos 13 produtos pesquisados registraram aumento em seus preços médios. Tomate (30%), batata (14,2%) e feijão (10,8%) tiveram as maiores altas, mas a carne foi a principal responsável pela elevação da cesta, devido a seu alto peso no preço final (45%). Com elevação de 6% em seu preço médio, o quilo da carne custou R$ 39,86 em fevereiro – no mês passado o preço médio era de R$ 37,59.

“As perspectivas para os próximos meses deixou de ser otimista e passou para o lado negativo, com a guerra entre Rússia e Ucrânia com grande potencial de elevar de forma acintosa a desvalorização do real, ao mesmo tempo que pressiona os preços do petróleo (que, na última quinta, chegou a ser comecializado a US$ 105 o barril brent) e os fertilizantes, notadamente o potássio”, explica o economista Marcos Rambalducci.

A Rússica é a principal fornecedora de fertilizantes para o Brasil.

Outros produtos

Leite (9,5%), margarina (9,3%), óleo (5%), pão (3,6%) e farinha (3%) também registraram altas em fevereiro. Apresentaram queda apenas banana (-5,2%) e açúcar (-5,2%). Café e arroz ficaram estáveis. A pesquisa do Nupea segue a composição da cesta básica determinada pelo decreto federal 399, ainda vigente, de 1938.

Deixe uma resposta