Concurso irá eleger Miss e Mister Beleza Trans Paraná

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Iniciativa da Associação Paranaense da Parada da Diversidade em parceria com a Parada LGBTI de Apucarana e Vale do Ivaí quer garantir visibilidade e cidadania à população trans

Mariana Guerin

Estão abertas até 20 de maio as inscrições para o Concurso Miss e Mister Beleza Trans Paraná, organizado pela Associação Paranaense da Parada da Diversidade (APPAD) em parceria com a Parada LGBTI de Apucarana e Vale do Ivaí. O formulário de inscrição pode ser acessado aqui.

Podem participar do concurso mulheres e homens trans e travestis de nacionalidade brasileira, com idade a partir dos 18 anos. Para menores de idade que desejarem competir, será aceito documento de autorização dos pais registrado em cartório. Homens trans poderão usar binder e packer na apresentação.

Não propagar discurso de ódio, xenofobia, LGBTIfobia, gordofobia e intolerância religiosa também é pré-requisito para participar do concurso, que tem taxa no valor de R$ 120. O participante deve enviar foto de rosto e de corpo e um vídeo de apresentação com, no máximo, um minuto, para o e-mail luzdaluaestacao@gmail.com.

O evento acontecerá no dia 27 de maio e a premiação será coroa e faixa e quem vencer terá destaque na Parada LGBTI de Apucarana e Vale do Ivaí 2022.

Segundo a ativista trans Renata Borges, uma das idealizadoras do concurso, a ideia é dar visibilidade para a comunidade trans e travesti, além de ampliar o calendário da APPAD e da Parada LGBTI de Apucarana e Vale do Ivaí.

“O concurso busca representatividade para além da beleza plástica e física. Busca engajamento e visibilidade dos corpos trans e como eles atuam e ocupam seus espaços com orgulho, dentro dos territórios, independentemente de sua orientação, classe social, etnia e crenças religiosas”, explica Renata.

Trans: concurso amplia visão sobre diversidade sexual

Este é o primeiro concurso do tipo no pós-pandemia. “A gente sabe que os concursos de miss desapareceram neste atual governo brasileiro. Houve um desmonte de políticas públicas, desmonte de mobilização social e a gente não pode deixar isso continuar”, avalia Renata.

Conforme ela, o concurso visa ampliar a visão sobre diversidade sexual de um modo lúdico e natural, além de colaborar com as atividades culturais fora do chamado “gueto”. “O concurso será aberto para a sociedade para ampliação da visibilidade e diminuição dos estigmas sociais causados pela falta de conhecimento.”

Ainda de acordo com Renata, o representante eleito mister e a representante eleita miss terão como papel a promoção e a visibilidade da população de homens trans, mulheres trans, travestis e não binaries no Estado.

“É um símbolo de luta, de empoderamento, de resistência. A importância do concurso é ressignificar, é garantir a cidadania para as pessoas trans, para homens e mulheres trans. A partir do momento em que você joga o tema em discussão, você dá visibilidade, você vai fazendo com que haja promoção, fala de cidadania. Tudo o que eu sou hoje veio desses concursos, dessa visibilidade. Eu vim dessa luta, dessa conquista”, finaliza.

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