Maio Furta-Cor debate saúde materna

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Campanha terá intensa programação que inclui uma marcha, no Zerão, em Londrina, dia 15

Nelson Bortolin

Com uma extensa programação, Londrina se prepara para comemorar pela primeira vez o Maio Furta-Cor, campanha dedicada à promoção da saúde materna. Entre os temas a serem abordados em 23 rodas de conversa, oficinas presenciais e lives, estão comunicação não-violenta e maternidade, mães em luto, novas culpas maternas, a saúde mental de mães adotivas e quanto tempo dura um puerpério.

A programação começa dia 3, com a roda de conversa Saúde Mental Materna Importa, às 19 horas, no Sesc Cadeião. E termina dia 29, com uma confraternização, a partir das 16 horas, no Bar Sabor e Ar, no Zerão.

Um dos pontos altos das comemorações será a Marcha Maio Furta-Cor, que sai do Aterro do Lago Igapó, no dia 15, às 9 horas. Clique aqui e veja toda a programação do mês na cidade.

As inscrições para os eventos, que são todos gratuitos, devem ser feitas no link: https://lp.intrepidoagencia.com.br/maio-furta-cor-londrina

Os organizadores do Maio Furta-Cor explicam o porquê do nome: trata-se de uma “cor cuja tonalidade se altera de acordo com a luz que recebe, não havendo uma cor absoluta para aquele que lança o olhar. No espectro da maternidade não é diferente, nele cabem todas as cores”.

A psicóloga obstétrica e perinatal londrinense Bruna Damasceno conta que este é o segundo ano no qual se comemora a campanha. Mas, em Londrina, é a primeira vez. “É uma campanha democrática, apartidária e sem fins lucrativos, que visa sensibilizar a população para a causa da saúde mental materna”, explica.

Apesar da gratuidade da programação, a psicóloga diz ser importante que as interessadas e os interessados façam suas inscrições porque alguns dos eventos acontecerão em espaços cedidos por estabelecimentos e entidades parceiras da campanha. “Precisamos dessa quantidade de pessoas inscritas para fins de organização.”

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Segundo Bruna Damasceno, há um forte estigma social em torno de temas ligados à saúde mental. “E quando ele se estende ao campo materno, esse estigma é ainda mais reforçado. Assistimos a um alarmante crescimento dos casos de depressão, ansiedade e, infelizmente, suicídio entre as mães. Pouca ou nenhuma atenção tem sido dada aos fatores que vêm contribuindo para o sofrimento mental das mulheres face às crescentes demandas da maternidade”, ressalta.

Participam como debatedoras e facilitadoras da campanha profissionais como psicólogas, médicas, educadoras físicas, nutricionistas, doulas, educadoras parentais e mães.

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