Como já dizia, não o Jorge Maravilha, mas Gil, o Gilberto: “Andar com fé eu vou, porque a fé não costuma ‘faiá’”. Assim caminham os brasileiros, assim caminha a humanidade. 

A fé raciocinada remove montanhas, remove desesperança, ultrapassa obstáculos, vence medos, desafia o desespero. Tempos difíceis foram vencidos pela fé, novos dias viriam e chegaram, novos sóis despontariam no firmamento e nasceram, a fé “mostrou”que o horizonte era além, muito além.

A fé está no terço da senhora, que se ajoelha na igreja diante do altar, debulhando-o em Ave-Marias, Padres-Nossos e Salve-Rainha em súplica ao filho adoentado. 

A fé está na Bíblia Sagrada do pastor que professa a Palavra, diante de seus fiéis, em aleluias e Glória Deus, aos domingos, do púlpito de seu templo à frente de seu rebanho.

A fé está na prece proferida pelo dirigente espírita, na imposição de suas mãos em passes para equilíbrio e harmonia. 

A fé está no “Sutra de Lótus” recitado diante do gohonzon pelos budistas. A fé está na oração em direção a Meca feita pelos muçulmanos. A fé está nas guias, fios, contas e brajás, trazidos no pescoço, pelos praticantes das religiões de matriz africana. A fé está na Torá e sua leitura e na Cabalah. A fé está no Darma do hinduísmo.

A fé está em cada individualidade, está em cada um de nós e no todo universal. A fé está no respeito, acima de tudo, ela “cega” facas amoladas e jamais falha.

A fé é a mola-mestra do universo, é o que nos move diante da existência, diante do sagrado e do sacro.


*Carlos Monteiro é cronista, jornalista, fotógrafo e publicitário carioca. Flamenguista e portolense roxo, mas, acima de tudo, um apaixonado pela Cidade Maravilhosa.

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