Cabe a todos nós criar uma sociedade mais empática, acessível e inclusiva para que cada pessoa autista tenha a oportunidade de viver com dignidade e respeito
Por Saraí Brito*
Abril é o Mês da Conscientização do Autismo, um período dedicado a ampliar o conhecimento e promover a inclusão das pessoas no espectro autista. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, manifestando-se de diferentes formas e intensidades. No entanto, a falta de informação ainda gera preconceito e barreiras para essas pessoas e suas famílias.
A conscientização sobre o autismo envolve mais do que simplesmente reconhecer a existência do transtorno. Significa entender as características, os desafios e as habilidades únicas de cada indivíduo dentro do espectro. Enquanto algumas pessoas autistas podem ter dificuldades na comunicação verbal e interação social, outras desenvolvem habilidades excepcionais em áreas como matemática, música e artes.
A inclusão é um dos pilares fundamentais para garantir que pessoas autistas tenham oportunidades iguais na sociedade. Isso significa criar ambientes educacionais adaptados, oferecer suporte adequado no mercado de trabalho e garantir o acesso a serviços de saúde especializados. Além disso, pequenas atitudes no dia a dia, como respeitar o tempo de resposta de uma pessoa autista ou evitar estímulos sensoriais excessivos, podem fazer uma grande diferença.
Famílias e profissionais da saúde desempenham um papel crucial no diagnóstico precoce e no acompanhamento adequado. Identificar os sinais do autismo desde a infância possibilita intervenções que contribuem para o desenvolvimento da autonomia e qualidade de vida da pessoa autista. Quanto mais cedo houver um suporte adequado, melhores serão as oportunidades de inclusão e desenvolvimento.

Derrubando mitos
A conscientização também passa pelo combate aos mitos sobre o autismo. Muitas pessoas ainda acreditam erroneamente que o autismo é causado por fatores externos ou que todas as pessoas autistas são isoladas e incapazes de ter uma vida independente. A realidade é que cada indivíduo no espectro é único, e com o suporte correto, pode alcançar grandes conquistas pessoais e profissionais.
Por isso, a conscientização sobre o autismo deve ser uma pauta permanente. Cabe a todos nós criar uma sociedade mais empática, acessível e inclusiva para que cada pessoa autista tenha a oportunidade de viver com dignidade e respeito. Afinal, a diversidade é o que torna o mundo mais rico e humano.
*Saraí Brito, Gestora Inclusiva e Social, mãe atípica, Ativista e Especialista. em TEA. Fundadora da ONG Autimizar
