Aluízio Palmar recebe o reconhecimento da UNILA, em Foz do Iguaçu, 57 anos após ter a carreira interrompida pelo regime autoritário
Da Redação
Em um gesto de reparação histórica — ainda que tardia —, a UNILA (Universidade Federal da Integração Latino-Americana) realizará a Sessão Solene de Concessão do Título de Doutor Honoris Causa a Aluízio Ferreira Palmar, 57 anos após a interrupção de sua carreira acadêmica pela ditadura militar. O ato ocorre nesta sexta-feira (26) em reconhecimento à sua trajetória de luta em defesa da democracia e dos direitos humanos, sua contribuição à memória histórica e sua atuação política e social, especialmente em Foz do Iguaçu e em toda a América Latina.
Jornalista aposentado e defensor aguerrido da democratização da sociedade brasileira, principalmente durante o período da ditadura militar, Palmar resistiu como militante nas décadas de 1960 e 1970 pelo PCB, MR-8 e a Vanguarda Popular Revolucionária. A partir de sua própria história, ele passou a atuar na defesa da memória e organizou uma vasta documentação e acervo sobre a ditadura brasileira.
Como jornalista radicado na fronteira trinacional entre Brasil, Paraguai e Argentina, Aluízio Palmar também vem contribuindo profundamente para a história e a política local, especialmente de Foz do Iguaçu. Importante ainda salientar a colaboração e o apoio que Aluízio vem dando à UNILA, desde a sua implantação na cidade, compartilhando seu conhecimento com a comunidade acadêmica e sendo um grande defensor da educação pública.
“Esse título eu o recebo em homenagem a todos e todas que ousaram lutar em defesa de um País livre, justo e democrático”, diz o jornalista sobre o título.
A entrega do título ocorre um um momento histórico de grande simbolismo, quando o Brasil, pela primeira vez, condena responsáveis por uma tentativa de golpe de Estado.
Sobre Aluízio Palmar
Aluízio Ferreira Palmar, nasceu em 24 de maio de 1943, em São Fidélis, Estado do Rio de Janeiro.
Em 1963/64, coordenou o Programa Nacional de Alfabetização de Adultos, na Baixada Fluminense, foi dirigente do PCB no Estado do Rio de Janeiro, em 1967 fundou o MR8 e devido à sua militância foi preso e banido do país, após ter sido trocado, juntamente com outros 69 presos políticos, pelo Embaixador da Suíça no Brasil.
No Chile, governado pela Unidade Popular, ingressou na Vanguarda Popular Revolucionária. Com o golpe militar no Chile, Aluízio Palmar passou oito anos entre o exílio e a clandestinidade. Em agosto de 1979, após a Anistia Política, deu início a carreira jornalística que completou 43

Aluízio Ferreira Palmar, nasceu em 24 de maio de 1943, em São Fidélis, Estado do Rio de Janeiro.
Em 1963/64, coordenou o Programa Nacional de Alfabetização de Adultos, na Baixada Fluminense, foi dirigente do PCB no Estado do Rio de Janeiro, em 1967 fundou o MR8 e devido à sua militância foi preso e banido do país, após ter sido trocado, juntamente com outros 69 presos políticos, pelo Embaixador da Suíça no Brasil.
No Chile, governado pela Unidade Popular, ingressou na Vanguarda Popular Revolucionária. Com o golpe militar no Chile, Aluízio Palmar passou oito anos entre o exílio e a clandestinidade. Em agosto de 1979, após a Anistia Política, deu início a carreira jornalística.
Aluízio Palmar reside em Foz do Iguaçu, foi editor do jornal Nosso Tempo, é cidadão honorário de Foz do Iguaçu, presidente do Centro de Direitos Humanos e Memória Popular, membro do Conselho Permanente dos Direitos Humanos do Paraná e membro do Comitê Estadual Memória Verdade e Justiça, tendo recebido a Medalha Chico Mendes de Resistência, no ano de 2020.

Em 2005, lançou o site Documentos Revelados, resultado de alguns anos dedicados à pesquisa nos arquivos estaduais, arquivos das delegacias da Polícia Federal de Foz do Iguaçu, no Arquivo Nacional e no Arquivo do Superior Tribunal Militar.
Constam do site DR, mandados de prisão, informes,radiogramas, ofícios recebidos e expedidos, dossiês, relatórios e outros tipos de documentos produzidos pela burocracia policial.
(Com informações da assessoria da UNILA e do site DR)
