Evento termina neste domingo, em Curitiba, com divulgação de Carta que aponta o agronegócio como um dos principais responsáveis pela crise ambiental
Por Assessoria do MST
Foto em destaque: Lia Bianchini/MST
Ao final de cinco dias da 21ª Jornada de Agroecologia, a coordenação da ação apresentou a carta desta edição, neste domingo (8). O documento apresenta a avaliação de que o planeta vive uma profunda crise social e humanitária, com os efeitos de guerras, a financeirização e a destruição da natureza, genocídio de povos e de defensores dos direitos humanos.
O agronegócio é apontado como um dos principais responsáveis pela crise ambiental: “Sabemos que o atual modelo agroalimentar capitalista, sustentado por empresas transnacionais, contribui para o aquecimento global, através do desmatamento, da produção de monocultivos, da produção pecuária em alta escala, das amplas redes de transporte e da utilização abusiva de agrotóxicos”.
Diante deste cenário, o principal desafio para a humanidade é o cuidado com a “casa comum”, com o exercício constante dos “valores anticapitalistas, entre eles, a solidariedade como uma ação entre trabalhadoras e trabalhadores”.
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O carta apresenta nove compromissos, das mais de 60 organizações que compõem a Jornada, para a ação individual e coletiva no enfrentamento à crise ambiental: desenvolver a solidariedade em ações práticas; plantar árvores; produzir alimentos saudáveis; cuidar e reproduzir as sementes crioulas; recuperar as nascentes e cuidar da água; deter o uso de agrotóxicos; promover a agroecologia; reconstruir as relações entre as pessoas e a natureza com igualdade de gênero e enfrentamento ao racismo; e cuidar da Mãe Terra.
A Jornada ocorreu no Centro Politécnico da UFPR, no Jardim das Américas, com uma grande feira de alimentos e produtos diversos da reforma agrária, da agricultura familiar e da economia solidária.
O evento segue até domingo (8), no Centro Politécnico da UFPR. Este ano a Jornada de Agroecologia conta com o patrocínio da CAIXA, Itaipu Binacional, Correios, Fundação Banco do Brasil e Governo Federal, e apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e do Desenvolvimento Social (MDA), Cooperativa de Crédito Cresol e Cooperativa Central da Reforma Agrária (CCA).
Leia a carta na íntegra:
