É o segundo mês consecutivo de alta, em um ano no qual a cesta atingiu preços recordes

Cecília França

Foto: Brands&People/Unsplash

Após atingir preço recorde de mais de R$ 620 em março de 2022, a cesta básica apresentou cinco quedas consecutivas até agosto, quando, novamente voltou a subir. Em outubro, a inflação da cesta foi de 2,3%, resultado num preço de R$ 584,26 para uma pessoa e R$ 1.752,77 para uma família de quatro pessoas.

Da cesta de 13 itens, pesquisada mensalmente pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Nupea), sete apresentaram aumento, com destaque para os hortifrutis, como explica o economista responsável pelo levantamento, Marcos Rambalducci.

“Os hortifruti tiveram papel preponderante na alta deste mês principalmente em razão de uma precipitação pluviométrica bastante acima da média, o que prejudicou a colheita, especialmente do tomate e da batata. No caso do tomate, o fim da safra de tomate rasteiro e a desaceleração da colheita da primeira parte da safra de inverno somaram-se para esta alta”, detalha.

O tomate registrou o maior aumento, 25,3%, seguido pela batata (12,9%), margarina (7,8%), banana (7,1%), farinha (6,9%), arroz (3,6%) e açúcar (3,3%). O feijão apresentou alta leve (0,3%), enquanto o preço do pão ficou estável. Os demais itens tiveram queda: café (-0,2%), carne (-1,6%), óleo (-3,3%), leite (-7,3%).

Rambalducci diz não ser possível afirmar que o processo eleitoral tenha tido impacto no preço dos alimentos, “embora medidas como redução de ICMS dos combustíveis, com propensão baixista, e aumento do Auxilio Brasil, com propensão altista, sejam consideradas nesta equação”. Para os próximos meses, o economista não vê possibilidade de queda.

“Não há expectativa de queda no preço da cesta básica especialmente porque as previsões metereológicas apontam para um mês de novembro atipicamente chuvoso, o que traz impactos de alta aos hortifruti e temos o inicio da pressão inflacionária típica de final de ano”, finaliza.