Oloye Robson de Ogum, pedagogo e candomblecista em Londrina, fala sobre sua trajetória, reconhecimento como negro, militância e o futuro da religião

Cecília França

O londrinense Robson Arantes expõe posicionamentos contundentes por meio de sua fala calma e pausada. Oloye Robson de Ogum é Ogumsola no Candomblé, religião que abraçou ainda na adolescência após um processo pessoal de reconhecimento como negro. Mestre de capoeira e pedagogo, Robson fala à Lume sobre como a negritude e a militância são vividas no dia a dia.

“O ser negro, essa postura, ela fala que todo dia você tem que levantar para ir para a guerra. Nenhum dia voce vai levantar e falar assim ‘Hoje eu vou descansar’ porque em qualquer momento esse embate, esse perigo de ser negro está enraizado”, comenta.

Para Robson, o Candomblé precisa se adequar à era digital para alcançar mais pessoas com ensinamentos corretos sobre a religião.

“Eu tenho estudado isso, o tempo da educação no Candomblé. As pessoas não dão mais conta de ficar sete anos de cabeça baixa, escutando o que dá para escutar, perguntando quando pode perguntar. Então, de repente, a pessoa pesquisa ‘Como matar um frango pra Ogum’. Vai lá, digita e aparece tudo. Em 15 minutos eu encontro tudo na internet, O Candomblé tem perdido muito com isso”, avalia.

Veja entrevista completa abaixo: