Doutorando na UEL, Hebert Villela teve trabalho aprovado e precisa de R$ 3 mil para chegar a Belém (PA)

Cecília França

O sociólogo Hebert Villela, de Maringá, doutorando em Sociologia na Universidade Estadual de Londrina (UEL), abriu uma vaquinha para custear sua ida ao Congresso Nacional de Sociologia, que acontece em Belém (PA), de 11 a 14 de junho, onde terá a oportunidade de apresentar sua pesquisa intitulada “Atuando em contextos sobrepostos: o tencionamento da pauta LGBTQIA+ em Maringá sob cenário nacional conservador”.

“Me encontro numa situação financeira bem complicada e tenho uma oportunidade de apresentar resultados da minha pesquisa no Congresso. As despesas para a participação, com transporte, hospedagem e alimentação, não são possíveis para minha atual situação, no entanto, seria importante para minha formação acadêmica”, salienta o pesquisador.

Para contribuir com a Vakinha Online acesse aqui. Ou contribua pelo Pix 44991451979.

A pesquisa de Herbert analisa a participação dos movimentos LGBTQIA+ no contexto da revisão do Plano Diretor em Maringá nos anos de 2020 e 2021, considerando um cenário de fortalecimento dos setores conversadores impulsionado pela vitória de Jair Bolsonaro à presidência.

“A vitória do candidato da extrema direita nas eleições presidenciais do Brasil de 2018 inaugurou um período de constrangimentos às Instituições Participativas e às políticas promotoras de direitos. Vários estudos vêm analisando os efeitos desse processo para a atuação dos movimentos sociais e suas interações com o Estado. Esse trabalho pretende contribuir com esse debate, advogando que, no âmbito das restrições experimentadas na esfera federal, ganha particular relevância estudos locais que analisem as possíveis nuances e especificidades dos contextos locais onde atuam os movimentos sociais”, explica.

“O objetivo do trabalho foi o de verificar esse panorama de conexões sócio-estatais e as novas formas de ação coletiva, bem como de ‘encaixes’, produzidos pelo movimento LGBTQIA+ em Maringá, num contexto em que os setores conservadores locais encontravam-se fortalecidos pela agenda anti LGBTQIA+ promovida desde a esfera federal. Baseamos nossa análise em materiais oficiais da Prefeitura produzidos no processo da revisão do Plano Diretor e observação participante”, acrescenta.