Realizado pelo Coletivo Luiza Mahin, o sarau homenageará a vida e obra de Alzira Rufino, escritora e ativista pioneira no Movimento de Mulheres Negras
Da Redação
Fotos: Divulgação
O evento festivo Àjòdún das Pretas: eu, mulher negra, resisto! será realizado neste sábado (20), a partir das 16 horas, na Vila Cultural Alma Brasil (Rua Argentina, 693). Tradicional no cenário cultural londrinense, este é o primeiro de três saraus que acontecerão em 2023 e que compõem o projeto de oficinas criativas “Àjọ̀dún das Pretas: Mulheres, Olhares e Lugares”, contemplado pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura de Londrina (Promic).
Produzido desde 2015, o projeto nasceu como Sarau das Pretas, mas agora se apresenta como Àjòdún, palavra que vem do Iorubá e significa reunião de pessoas para comemorar algo. A ideia é celebrar as mulheres pretas das cidades, estados e do país.
O início da programação fica por conta da DJ Nate Mônaco, que traz os embalos da black music. Em uma apresentação especial, o Coletivo de Ogãs AUETO fará um samba de caboclo para reverenciar a ancestralidade das pessoas pretas. E como samba nunca é demais, os bambas do Trinca do Samba garantem mais uma roda animada para fechar a noite.
Durante todo o sarau será realizada a “Feira do Àjòdún”, que contará com expositores locais, além do “Espaço Erê”, com atividades direcionadas para as crianças.
Outra tradição do evento são os momentos de “microfone aberto”: um convite para a participação do público com intervenções artísticas, leituras de textos, declamação de poemas ou apresentação de rimas.



Esta edição homenageará a vida e obra de Alzira Rufino, escritora e ativista que atuou fortemente no Movimento Negro e de forma pioneira no Movimento de Mulheres Negras. Em 1990, Alzira fundou a Casa de Cultura da Mulher Negra, espaço que tem o objetivo de contribuir com o desenvolvimento profissional de mulheres negras e oferecer apoio às vítimas de violência doméstica, sexual e racismo.
Àjòdún das Pretas marca o 13 de maio
O Àjòdún das Pretas marca também o mês de maio, em consideração a data de 13 de maio (dia da abolição da escravatura, ocorrida em 1888). O evento busca, ainda, estimular a reflexão de que tal data não deve ser comemorada, pois trata-se de um dia de luta, em que a comunidade negra sublinha como um momento de denúncia do racismo que estrutura a sociedade brasileira.
A falsa abolição da escravatura levou o povo preto do Brasil a uma realidade de pobreza, marginalização e discriminação.
O sarau é uma realização do Coletivo de Mulheres Luiza Mahin (LuMah) e conta com a produção executiva de Álvaro Canholi, da PÁ! Artística e patrocínio da Prefeitura Municipal de Londrina, além do apoio da Vila Cultural Alma Brasil.
(Com informações da assessoria de comunicação)
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