Por Vinícius Fonseca*
Quem acompanha a coluna com regularidade sabe que a inclusão é tratada aqui sob vários aspectos. Há um, no entanto, que sinto ter explorado pouco, embora seja tão relevante quanto qualquer um já tratado aqui: a tecnologia.
Não pretendo falar de programas ou aplicativos que promovam a acessibilidade ou da falta dela nas ações de algumas empresas e órgãos que pecam justamente por esse anseio contemporâneo em ser futurista e “antenado” nas novidades.
Quero falar de tecnologia como uma esperança, como um passo para uma sociedade mais acolhedora e inclusiva sim, mas principalmente, como uma ferramenta que garantirá à Pessoa Com Deficiência (PCD), autonomia.
Eu acredito no poder da coletividade, sei da importância do convívio em grupo para o desenvolvimento humano, da importância da família na formação do indivíduo, principalmente quando esse indivíduo nasce ou adquire uma limitação, física, motora ou qualquer que seja, porém, mesmo ante limitações todos desejamos tomar algumas decisões sozinhos.
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No caso de PCDs isso não é diferente e, a depender da deficiência, locomover-se de um cômodo para o outro para buscar um copo d’água ou simplesmente algo necessário, como ir ao banheiro, pode ser encarado como uma vitória.
Recentemente tive acesso a dois conteúdos que mexeram muito comigo. Ali pude notar como a tecnologia que nos espera no futuro, se usada para o bem e de forma correta, pode nos garantir uma sociedade mais inclusiva e com PCDs mais autônomos.
A primeira delas trata de uma tecnologia capaz de evitar sequelas cerebrais em bebês que tiveram falta de oxigênio. Como muitos de vocês leitores devem saber, a falta de oxigenação no cérebro foi justamente a causadora da minha condição.
Saber que hoje, em razão dos avanços na saúde, bebês podem ter um destino diferente daquele que eu tive em novembro de 1987 me encheu de alegria e otimismo quanto aos passos que estamos dando.
Por falar em passos, o outro avanço me remete a um vídeo que recebi em que pessoas em condição de cadeiras de rodas recebem uma espécie de armadura que as permite se locomover. Como dizia um comercial de TV do passado, não é magia, é tecnologia.
Eu sei que ainda precisamos evoluir muito, sei que esses tratamentos e possibilidades tecnológicas precisam ficar “em conta” para que o maior número de pessoas possa ter acesso a elas, mesmo assim achei importante compartilhar essas informações com vocês. Um afago e uma esperança para quem é PCD ou tem um familiar em condição limitante e segue sonhando com dias melhores.
Deixo a seguir os links dos dois materiais que mexeram tanto comigo, espero que sejam tão impactantes para vocês quanto foram para mim!
*Vinícius Fonseca é jornalista e tecnólogo em gestão de recursos humanos com especializações nas áreas de comunicação, gestão e pessoas e educação. Também é escritor de contos e poesia, além de um entusiasta das temáticas relacionadas à inclusão de minorias, sobretudo de Pessoas com deficiência. Iniciou suas colaborações com a LUME em 2023. Sua coluna pode ser lida quinzenalmente.
