Por Vinícius Fonseca

Eu reflito bastante, não só no meu dia a dia mas na minha vida como um todo sobre como podemos caminhar juntos para uma sociedade mais justa e igualitária. Que respeite as diferenças e promova a inclusão.

Não acerto sempre, não sou perfeito e sempre preciso encontrar um espaço para melhorar, refinar as minhas crenças e repensar posicionamentos. Uma coisa me parece certa, no entanto: a empatia vai mudar o mundo.

Não a empatia como nos vendem hoje, é preciso se colocar no lugar do outro. Não acredito que alguém seja capaz de fazê-lo, mas a empatia no sentido de ser preciso tentar enxergar o mundo a partir do olhar do outro.

Leia também: Que a esperança conduza nossos passos

Quando você faz esse exercício ainda está sujeito ao erro e está tudo bem. Você, assim como eu, também terá a oportunidade de se refinar e agir melhor nas próximas oportunidades que a vida lhe dará.

Quando falamos de Pessoas Com Deficiência (PCDs), o olhar mais empático para o outro é de uma importância vital. Não é preciso achar o PCD um coitado e fazer de tudo para ajudá-lo.

Não é esse o caminho. É mais sobre imaginar as necessidades da pessoa, ir até ela, promover um diálogo e, a partir desse momento, ver de que formas você pode ajudar. Se colocar à disposição.

Todos somos capazes de fazer isso, independentemente da nossa condição, status social ou qualquer coisa que o valha. A prova disso, Chris Martin. Sim, o vocalista do Coldplay. Não faz muito tempo ele voltou a ser assunto nas redes sociais por ter dado carona a uma fã com mobilidade reduzida. E não foi apenas isso, ele também se certificou de que ela fosse levada ao assento adequado e da maneira mais confortável que a situação lhe permitia, usando um carrinho de golf.

O caso ficou popular muito por Martin ser quem é, vocalista de uma das bandas mais conhecidas do mundo na atualidade, mas em certa medida todos nós temos oportunidade de sermos mais empáticos com uma pessoa com deficiência.

Oferecendo apoio para aquele colega de trabalho, conforme for necessário, educando nossos filhos a serem mais inclusivos nas escolas. Capacitando e incentivando nossos professores a promoverem ambientes mais inclusivos nas mesmas escolas, entre outras.

Sim, é um trabalho de formiguinha e exige que a gente se policie e busque melhorar constantemente. Exige também que busquemos diálogo e nos conheçamos bem. É difícil, mas ninguém disse que seria fácil.

E para aqueles que ainda aqui acham que esse vai ser um movimento muito complicado ou que levantar essa problemática é pedir demais, fica uma provocação: se não consegue ver a grandeza de uma atitude mais empática, faça pelo marketing pessoal, ou você não acha que ao ver Martin ter todo esse cuidado com uma fã, não me deu até vontade de ir ao próximo show do Coldplay?

Eu acredito que a empatia vai mudar o mundo, mas até que essa mudança de consciência se dê por completo aceito qualquer força que me derem pelo caminho. Quem está comigo nessa?

Vinícius Fonseca é jornalista e tecnólogo em gestão de recursos humanos com especializações nas áreas de comunicação, gestão e pessoas e educação. Também é escritor de contos e poesia, além de um entusiasta das temáticas relacionadas à inclusão de minorias, sobretudo de Pessoas com deficiência. Iniciou suas colaborações com a LUME em 2023. Sua coluna pode ser lida quinzenalmente.