Festival não competitivo aborda o cinema pelos olhares negro, popular e comunitário, indígena e infantil
Da Redação
Estão abertas até o dia 10 de agosto as inscrições para a 2ª Mostra de Cinema Negro de Londrina, um festival não competitivo que busca divulgar obras audiovisuais brasileiras que se inspirem na perspectiva do cinema negro e do cinema popular, além de debater sobre a cultura cinematográfica da perspectiva comunitária e antirracista. Para se inscrever, acesse o formulário aqui.
Serão aceitas inscrições de filmes brasileiros realizados em qualquer época, que se adequem dentro de uma das quatro linhas de abordagens: Cinema Negro, Cinema Popular e Comunitário, Cinema Indígena e Cinema Infantil. A Mostra será organizada em sessões voltadas para o público geral e sessões voltadas para o público infantil.
Acesse o regulamento completo aqui.
A primeira edição da Mostra de Cinema aconteceu em 2023, com as “Narrativas de Ari Cândido Fernandes, o primeiro cineasta negro de Londrina”, em busca de resgatar parte da memória negra londrinense, tendo em vista estudos sobre Memória Social no campo da História que debatem sobre quem são os protagonistas da “memória oficial” e quem são os povos que sofrem apagamentos dentro da dinâmica da sociedade moderna.
Ari Cândido esteve em Londrina durante a Mostra, no dia 13 de maio de 2023, quando participou de apresentações e debates de suas obras. Em 19 de agosto, Ari faleceu em São Paulo, onde residia.
O Coletivo de Cinema Negro de Londrina (Cocine), organizador da mostra, publicou um texto em homenagem a Ari Cândido ressaltando a importância de sua passagem pela cidade para o registro histórico de seu legado. Confira a postagem:
“No dia 13 de maio do ano passado, recebíamos Ari Cândido Fernandes, o primeiro cineasta negro londrinense, na então Vila Cultural Flapt!, região norte da cidade, para a primeira Mostra de Cinema Negro de Londrina, realizada pelo Cocine – Coletivo de Cinema Negro em parceria com o Museu Histórico.
Ari voltou à cidade após mais de 40 anos, reviveu memórias dos lugares de afeto, reencontrou antigos amigos e teve sua obra apreciada durante três dias de Mostra. O cineasta produziu seis filmes como diretor cinematográfico, “Martinho da Vila, Paris 77” (1977), “Porque a Eritréia” (1979), “O rito de Ismael Ivo” (2003), “O Moleque” (2004), “Pacaembu, terras alagadas” (2006) e “Jardim Beleléu” (2009).
A Mostra foi um evento importante para o resgate e o fortalecimento da memória preta de Londrina. Nesta última visita, Ari deixou registrada no Museu Histórico de Londrina sua história como cineclubista e cineasta londrinense, além da uma contribuição essencial para o movimento negro e para cinema brasileiro.
A volta do cineasta à cidade se deu a convite do Cocine, a princípio para a realização de uma palestra sobre Cinema Negro, atividade integrada ao curso Oficina de Cinema Popular (documentário), projeto que contou com patrocínio do Promic – Programa Municipal de Incentivo à Cultura, a partir dessa proposta surgiu o desejo de ampliar a palestra e realizar uma Mostra de Cinema Negro tendo o Ari como homenageado.
O londrinense faleceu em 19 de agosto de 2023, em São Paulo, onde passou os últimos anos.
A Mostra de Cinema Negro é organizada pelo COCINE – Coletivo de Cinema Negro de Londrina, com apoio do Museu Histórico de Londrina, Biblioteca Pública Municipal de Londrina, Norte Cultural, Associação Ciranda da Cultura e com o patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura, por meio do PROMIC – Programa Municipal de Incentivo à Cultura de Londrina.
(Com informações da assessoria)
