Atividades seguem no Calçadão e terminam com caminhada promovida de pela Secretaria Estadual das Mulheres
Cecília França
Nesta segunda-feira, 22 de julho, Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, o Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres (CMDM) de Londrina, juntamente com entidades apoiadoras e parceiras, promove atividades durante toda a manhã.
Das 7h às 8h as ações acontecem no Terminal Urbano Central; a partir das 8h30 até 12h30, no Calçadão, em frente ao Cine Teatro Ouro Verde. O CMDM também se soma à caminhada organizada pela Secretaria Estadual da Mulher (SEMIPI), que sairá às 12h da Catedral até o Ouro Verde.
“Esse movimento é de suma importância para chamar a atenção de toda a sociedade para a violação dos direitos humanos das mulheres. Vivemos num sistema social que estrutura relações sociais desiguais, e entre elas, as desigualdades de gênero que resultam em violências contra as mulheres e suas mortes, os feminicídios. Não podemos mais aceitar, naturalizar e nos calar diante dessas desigualdades!”, afirma Sueli Galhardi, presidenta do CMDM.
Segundo Sueli, a ação no Terminal Central busca atingir o público com a divulgação dos serviços da rede de proteção às mulheres existente no município.
“Por ali circulam muitas mulheres, e todas as pessoas, que podem ser multiplicadoras dessas informações contribuindo à prevenção e assistência às mulheres em situação de violências. Por isso escolhemos o horário das 7h às 8h como um momento de maior pico de circulação de pessoas”, explica.
Entenda a data
No Paraná o dia 22 de julho é o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio desde a promulgação da Lei Estadual nº 19.873/2019, que determina que o poder público deva promover ações, debates e eventos relacionados ao tema, em parceria com organizações da sociedade civil. A data foi escolhida em referência ao feminicídio da advogada Tatiene Spitzner, de Guarapuava. Seu então companheiro, Luís Felipe Manvailer, foi condenado a mais de 31 anos de prisão pelo crime.
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“O feminicídio é o resultado da naturalização da desigualdade de gênero em nossa sociedade e a maior violação de direitos humanos das mulheres. Embora tenhamos direitos constitucionais de igualdade, na realidade a violência contra as mulheres e o feminicídio são ainda legitimados. Precisamos avançar na busca da garantia desses direitos para uma construirmos uma sociedade mais justa e igualitária”, finaliza Sueli Galhardi.
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