Vítimas eram esposa e ex-sogra dos autores dos crimes, que estão presos; Observatório expõe o impacto do crime para as famílias e a sociedade

Cecília França

Montagem em destaque: Diego Granada, à esq., e cena de câmera de segurança que mostra ataque de Renan à segunda vítima

Nesta quinta-feira, 5 de dezembro, Londrina registrou mais um caso de feminicídio consumado, desta vez, na zona Leste da cidade. O acusado de ter cometido o crime, Renan Abra Pereira, era marido da vítima, identificada como Dayane, e atentou, também, contra a vida de outro homem, que sobreviveu. Este foi o segundo caso de feminicídio na cidade em uma semana.

No sábado, 30 de novembro, Diego Pereira Granada foi preso após assassinar Cibele, mãe de sua ex-companheira, de quem estava separado há cerca de um mês. Segundo relatos divulgados pela imprensa, ele não aceitava o fim do relacionamento. Cibele teria tentado proteger a filha do ataque de Diego, quando foi atingida pelo tiro. Ela chegou a ser socorrida, mas não sobreviveu.

Cibele tinha 45 anos; Dayane tinha 30 e deixa uma filha de 9 anos. Diego usou uma arma de fogo no crime; Renan, uma faca.

De acordo com o Monitor de Feminicídios no Brasil (MFB) do Labotarório de Estudos de Feminicídio (Lesfem), Londrina soma quatro casos de feminicídio em 2024, sendo um tentado.

Em nota, Néias-Observatório de Feminicídios de Londrina alerta para a necessidade de entendimento da real motivação para esses crimes.

“Embora estejamos avançando na compreensão do fenômeno, ainda nos espanta a busca incessante por motivações para crimes de ódio contra as mulheres. ‘Crime passional’ segue sendo utilizado como justificativa. Um termo que jamais existiu em nosso Código Penal e que serve, somente, para amenizar a culpa do agressor diante de uma suposta ‘violenta emoção’. A motivação para o feminicídio é uma só: a sensação de posse dos homens sobre as mulheres, proporcionada pela sociedade patriarcal”, defende a associação.

Leia nota completa de Néias:

Nesta quinta-feira, 5 de dezembro, Londrina registrou mais um caso de feminicídio, desta vez, na zona Leste da cidade. O suspeito de ter cometido o crime, Renan Abra Pereira, seria marido da vítima, Dayane, e atentou, também, contra a vida de outro homem, que sobreviveu. Dayane deixa um filho de 9 anos.
No último sábado, 30 de novembro, outro feminicídio chocou a cidade. Diego Pereira Granada foi preso após assassinar Cibele, mãe de sua ex-companheira, de quem estava separado há cerca de um mês. Diego usou uma arma; Renan, uma faca.
Duas mulheres assassinadas em seis dias.
Filhos órfãos, mães que choram.
Este é o tamanho da tragédia do feminicídio.

Embora estejamos avançando na compreensão do fenômeno, ainda nos espanta a busca incessante por motivações para crimes de ódio contra as mulheres.
“Crime passional” segue sendo utilizado como justificativa. Um termo que jamais existiu em nosso Código Penal e que serve, somente, para amenizar a culpa do agressor diante de uma suposta “violenta emoção”.
A motivação para o feminicídio é uma só: a sensação de posse dos homens sobre as mulheres, proporcionada pela sociedade patriarcal.
Pedimos justiça pelas vítimas, reparação para sobrevientes e apoio psicossocial para seus filhos e filhas.
Nada justifica um feminicídio.

#PorNenhumaaMenos
#JustiçaporCibeleeDayane

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