No Brasil – e em Londrina – mulheres movimentam o terceiro setor e o voluntariado; saiba como colaborar com projetos tocados por elas

Cecília França

No Dia Internacional da Mulher destacamos a presença essencial das mulheres no terceiro setor. Elas representam 65% dos colaboradores de projetos sociais, de acordo com o Mapa das Organizações da Sociedade Civil (OSCs), e segundo a Pesquisa Voluntariado no Brasil, de 2021, 51% dos voluntários ativos no país.

Em Londrina existem inúmeras iniciativas – entre organizações formalizadas e informais – lideradas por elas. Conheça algumas e saiba como contribuir para que os projetos dessas mulheres siga alcançando mais pessoas e transformando vidas.

 

Foto: Bruno Mazzoni

AMIGAS DO SÃO JORGE

Fundado durante a pandemia por Adriana Marcolino (foto) e Wal Dias, já falecida, o projeto atende famílias do bairro São Jorge e da ocupação Nossa Senhora Aparecida (Aparecidinha). Em uma cozinha comunitária, as voluntárias preparam e servem refeições duas vezes por semana e promovem um café da tarde semanal para crianças, além de doações de roupas, entre outros.

Ajude com doações de alimentos, com oferta de cursos de capacitação ou pelo PIX: 43996853023 (Adriana Marcolino Cordeiro Camilo). Endereço: Rua Amélia Baptista Rabello, 93, São Jorge, Londrina.

Acompanhe as ações do projeto pelo Instagram @amigasdosj

Foto: Reprodução Instagram Amior

AMIOR

A Associação de Mulheres Indígenas Organizadas em Rede (Amior) está em seu segundo ano de atuação tendo como uma das fundadoras a estudante da UEL Amaue Jacintho (à direita, de camiseta preta, na foto). A Amior vem denunciando ataques à vida de meninas e mulheres e luta pelo fim da violência de gênero nos territórios.

Para Amaue, “A sociedade precisa se conscientizar da importância da luta das mulheres indígenas e apoiar de todas as formas, não só financeiramente, mas na divulgação, ajudando nas articulações políticas e sociais, entre outras formas”.

Não há campanha de financiamento aberta, mas é possível apoiar divulgando e acompanhando as redes sociais. Contato pelo Instagram @amior_pr

 

AUTIMIZAR

Fundada pela psicopedagoga Saraí Brito (à frente na foto), a ONG Autimizar atende crianças autistas e seus familiares. O apoio vai desde alimentos, itens de higiene, roupas, até a oferta de escuta.

Também é possível “adotar” uma criança atípica, quando o padrinho ou madrinha se compromete com o mínimo de R$ 10 mensais.

Ajude pelo PIX: 43 99111-6906 ou 43 3014-1062 ou por transferência bancária ( Agência: 0001 / Conta: 5704507-6 / Instituição: 403 – Cora SCFI / Nome da Empresa: Autimizar / CNPJ: 58.707.569/0001-71 )

Acompanhe as ações da ONG pelo Instagram @autimizar

 

 

BLACK DIVAS

Com mais de 20 anos de atuação em Londrina, o Coletivo Black Divas desenvolve ações voltadas ao protagonismo das mulheres negras e pela equidade racial e de gênero.

Dentre as ações contínuas do grupo, coordenado pela professora e pesquisadora Sandra Mara Aguilera (ao centro na foto), estão feiras de empreededorismo semanais, atividades com os crespinhos e o Natal dos Sonhos.

Acompanhe as ações do coleetivo no Instagram @coletivoblack.divas

Foto: Voluntárias com crianças do projeto/Reprodução Instagram

CIRANDA DA PAZ

Iniciativa comunitária localizada na Favela da Bratac, zona oeste de Londrina,, o Ciranda da Paz foi fundado em 2028 por Bruna Moura, que convidou Rosa Peixoto (Rosa Café), Isabely Ramos (moradora do bairro vizinho à Bratac), e Lucely Souza (nascida e criada na favela) para participar. O coletivo atua com crianças visando o acesso à arte, cultura, lazer e contribuir para a justiça social e o fortalecimento dos laços comunitários. Também trabalha para contrapor narrativas hegemônicas sobre corpos pretos e periféricos.

No momento, o Ciranda está com abaixo-assinado por câmeras nas fardas de policiais do Paraná. A iniciativa surge após a execução de dois jovens do bairro pela PM, em fevereiro. Assine aqui.

Doações podem ser feitas por meio do PIX: isabely.mariana@uel.br.

Acompanhe o coletivo no Instagram @cirandaadapaz

 

 

Foto: Filipe Barbosa

CONEXÕES LONDRINA

O Conexões Londrina surgiu antes da pandemia da covid-19 com ideias da fundadora Lua Gomes (foto) e desenvolve as ações da CUFA (Central Única das Favelas) na cidade. O objetivo principal é aplicar nas periferias um construto de atividades sociais utilizando arte, educação, fomento à cultura e saberes que remontam ancestralidade, essência e empoderamento. Trazer o orgulho de ser favela.

Ajude com doações de alimentos e em dinheiro para manter o aluguel da sede do projeto por meio do PIX: conexoeslondrina@gmail.com (Luana Gomes).

Também é possível contribuir com a oferta de aulas no Cursinho Comunitário mantido pelo Conexões.

Saiba mais pelo Instagram @conexoeslondrina

INSTITUTO FERNANDO LOPER VASCONCELLOS

Fundado por Adriana Loper (foto), o Instituto atua em prol do tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME) e doenças raras. Adriana enfrentou a luta pela vida do filho, diagnosticado com AME ainda bebê, na década de 1990. Ele passou seus nove anos de vida no hospital.

É possível contribuir com o Instituto doando produtos essenciais para os pacientes, como leite, sondas e ambu (dispositivo médico de ventilação artificial para pacientes que precisam de suporte respiratório).

As doações em dinheiro podem ser feitas via PIX: 499969820001-02.

Acompanhe pelo Instagram @institutofernandoame

 

JUSTIÇA POR ALMAS – MÃES DE LUTO EM LUTA

Fundado por familiares de jovens mortos pela polícia em Londrina, o coletivo realiza manifestações recorrentes em Londrina pelo fim da letalidade policial e a investigação isenta dos casos. Além disso, atua institucionalmente, participando de audiências públicas em âmbito local, estadual e federal.

No momento, há uma campanha de arrecadação aberta para que uma representante do grupo viaje a Brasília no mês de março. É possível contribuir pelo PIX: 43988099358 (Haydee Melo).

Acompanhe as ações dos grupo no Instagram @justicaporalmas

MAVIBE

O coletivo Mulheres Ativistas do Vista Bela (Mavibe) nasceu praticamente junto com o bairro, quando Rita de Cássia Lemos (à frente na foto) e outras mulheres enxergaram as carências e necessidades das famílias.

Há quase duas décadas o coletivo se dedica a dar suporte a famílias em situação de vulnerabilidade social e realiza campanha anuais, como a Mochila Solidária – de arrecadação de materiais escolares – e a Sonhos de Natal.

As necessidades permanentes são de alimentos, leite, fraldas, móveis. É possivel doar pelo PIX: juntasporquemprescisa@gmail.com

Acompanhe as atividades no Instagram @col.mavibe_londrina

Foto: Martha Ramirez no evento de 2 anos de Néias/Rede Lume

NÉIAS- OBSERVATÓRIO DE FEMINICÍDIOS DE LONDRINA

A Associação Néias-Observatório de Feminicídios de Londrina surgiu em 2021, após grande mobilização de mulheres e grupos feministas por justiça para Cidnéia Aparecida Mariano. A atividade central das voluntárias é acompanhar os julgamentos de casos de feminicídios tentados e consumados na Comarca de Londrina, gerando dados e atuando como controle social.

Atualmente presidida pela antropóloga Martha Ramírez Gálvez (foto), a associação tem composição multidisciplinar, contando com psicóloga, advogadas, professoras, socióloga, artirtas e jornalistas.

Não há uma campanha de financiamento aberta, mas é possível contribuir com Néias acompanhando e interagindo com as atividades no Instagram @neiasobservatoriolondrina e, principalmente, atuando pelo fim da violência de gênero.

 

 

 

 

Foto: Atividade de formação do coletivo/Reprodução Instagram

VISTA BELA EM MOVIMENTO

O Coletivo Popular Vista Bela em Movimento é uma iniciativa comprometida com a promoção e defesa dos direitos humanos e sociais, além do fortalecimento dos vínculos sociais e comunitários dos moradores do Residencial Vista Bela.

“Realizamos diversas atividades que abrangem diferentes aspectos da vida comunitária. Nossas ações incluem atividades culturais, como cinema com as crianças e rodas de leitura, que estimulam a criatividade e o amor pela leitura desde cedo. Também oferecemos atividades de apoio social, como a entrega de cestas básicas e atendimento social às famílias que mais necessitam.”, explica Vanessa Carolina, fundadora do coletivo.

Para contato, apoio ou propostas de parcerias, escreva para coletivovistabela@gmail.com, que também é o PIX do coletivo.

Acompanhe pelo Instagram @projetovistabelaemmovimento