Evento acontece no próximo domingo (3), a partir das 8h, com o objetivo de eleger delegadas para a Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres
Da Redação
Acontece no próximo domingo, 3 de agosto, a 1ª Conferência Livre de Políticas para Mulheres Negras de Londrina, com o tema “Pela Vida das Mulheres Negras – Pelo bem viver – Território, corpo e ancestralidade em movimento”. A proposição é do Coletivo Black Divas e diversas entidades saão parceiras na organização: Coalizão Negra por Direitos, Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de Educação Popular e Saúde-Núcleo Paraná (ANEPs PR), Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde: Informação e Saúde Digital (PET SAÙDE-UEL), Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas da UTFPR Londrina (NEABI), Ylê Axé Ópó Omim; Coletivo Aueto e Axé Raízes Afro e Casinha da Vovó Maria do Rosário.
A Conferência tem início às 8h, na Avenida das Laranjeiras, 35, Jardim Morumbi. A programação segue até 12h. A expectativa é eleger delegadas representantes para a 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, marcada para acontecer entre os dias 16 e 19 de setembro em Brasília.
“O Coletivo Black Divas propôs essa Conferência porque, primeiro, a gente nunca tinha realizado uma conferência livre, então é realmente uma oportunidade histórica para fortalecermos políticas públicas para a comunidade negra. Nós, mulheres negras, somos a maioria da população brasileira, totalizamos 60 milhões de pessoas e somos a maior parte da população ativa no país, somando 28,4%. A maior parte dos lares do Brasil é liderado por mulheres negras, por nós, mas também somamos a menor parte do rendimento do país, apenas 16% dos salários, ou seja, não há política pública para a mulher negra no trabalho”, explica Sandra Mara Aguilera, coordenadora do Black Divas.
Ela ressalta, ainda, que a violência de gênero atinge de forma mais intensa os corpos de mulheres negras, que são seis a cada dez vítimas de feminicídio no país. “É um número muito pesado, muito puxado. Então, nos reunimos e pautamos, pensamos sobre esses desafios em um espaço de debate mesmo, de construção de políticas que promovam realmente a igualdade racial”, completa.
O coletivo define a Conferência como um espaço de “incidência pública, direitos das mulheres e de construir um Brasil mais justo e igualitário”.
Confira a programação:

