A Secretaria Nacional voltada à população LGBTQIA+ será composta pelo gabinete principal, conselho, diretoria e duas coordenações

Paulo Malvezzi/Agência Diadorim

Anunciada nesta quarta-feira (28) pelo futuro ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida, a Secretaria Nacional dos Direitos da População LGBTQIA+ do governo Lula (PT) deverá ser gerida por uma mulher, de acordo com fontes ouvidas pela Diadorim. Ao menos três nomes são discutidos para o cargo até então inédito.

Entre a lista de possibilidades para assumir o setor estão a integrante da Secretaria Nacional LGBT do PT Janaína Barbosa de Oliveira e a deputada federal eleita Duda Salabert (PDT-MG). As duas fizeram parte do grupo técnico de Direitos Humanos no governo de transição.

O terceiro nome é o da ativista Symmy Larrat, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT), uma das maiores entidades do Movimento LGBTI+ do país. Ex-coordenadora nacional de políticas LGBT do governo Dilma (PT), Symmy é a mais cotada para o cargo, segundo os entrevistados.

Caso seja escolhida, Duda Salabert ou Symmy Larrat será a primeira pessoa trans a assumir a gestão de uma secretaria nacional no governo brasileiro.

A Secretaria Nacional voltada à população LGBTQIA+ será composta pelo gabinete principal, conselho, diretoria e duas coordenações. Mas apesar de seu ineditismo, o setor enfrentará dificuldades de orçamento – uma vez que o governo Bolsonaro não previu qualquer verba para a área em 2023.

O Ministério dos Direitos Humanos contará ainda com as secretarias Executiva, da Pessoa com Deficiência, da Criança e do Adolescente e dos Direitos Humanos.

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