Gabriel Felipe Rodrigues Dalbello, 22 anos, foi morto na manhã dessa sexta-feira (6) em Londrina

Da Redação

Mais uma família londrinense acusa a Polícia Militar de forjar confronto durante abordagem. Gabriel Felipe Rodrigues Dalbello, 22 anos, foi morto na manhã desta sexta-feira (6), no Jardim Interlagos (zona leste).

A versão da polícia é a seguinte: uma equipe da Rotam tentou abordar “um suspeito” trafegando num veículo Corsa branco. Ele teria desobedecido à voz de abordagem e apontado uma pistola para os agentes. “Para neutralizar a eminente (sic) ameaça a integridade física dos militares, eles efetuaram disparos para neutralizar a iminente agressão”, diz nota divulgada pelo 5o Batalhão. A polícia não informou a quantidade de tiros, mas a família alega que foram mais de dez.

Ainda conforme a nota da PM, depois de o motorista ter sido ferido, o carro desceu desgovernado até parar em um obstáculo na rua. “O suspeito é investigado pelo envolvimento em diversos crimes de furtos e roubo na região norte do Paraná”, afirma a corporação. Dalbello, de acordo com a PM, tinha um mandado de prisão em aberto por roubo qualificado em Ibiporã e usava tornezeleira.

Protesto

Depois da morte do jovem, familiares e moradores protestaram contra a polícia, que usou gás lacrimogêneo para conter a manifestação.

A família alega que os policiais já abordaram Dalbello atirando e nega que ele estivesse armado. “Ele não tinha arma nenhuma. A arma era o corpo. Eles pegaram (a arma) em outro lugar e jogaram na mão dele”, disse a avó Maria Luíza de Souza. “Por que não levaram ele para a delegacia em vez de matar?” questionou.

A avó alega que já havia presenciado a polícia ameaçar o neto. A mulher de Dalbello, Emily de Souza, faz a mesma denúncia. Segundo ela, desde que o marido saiu da prisão, há cerca de um ano, era comum receber ameaças. “Onde eles viam ele, eles diziam que iam acabar com a vida dele.”

O filho do casal vai completar dois anos em dez dias. “Acabaram com minha vida”, disse a viúva.

Imagem divulgada pela PM