Por Carlos Roberto de Oliveira*

Foto em destaque: Paradoxo/Ivo Ayres/Londrina, set.2025

O 31º Grito dos Excluídos que ocorreu no dia 6 de setembro em Londrina, promovido pelo setor mais progressista de Igreja Católica, em comunhão com diferentes movimentos sociais e partidos políticos, mantém viva a chama acesa de uma fé cristã, que se concretiza nas ações, que vê Jesus em seus irmãos e que vem a construir uma “Terra sem males”. Onde a riqueza presente nesse mundo seja igualmente dividida entre todos os irmãos, que o dinheiro não determine o que é mais humano do que o outro, que a casa (Planeta Terra) seja realmente um lar seguro para todos e não objeto do egoísmo humano alimentado por um sistema econômico que traz em seu cerne o individualismo, o consumismo, o egoísmo, a exploração e a coisificação de tudo que existe, material ou subjetivo, para que 1% da população brasileira detenha a riqueza de 90% da população e determine o ritmo da politica brasileira e desumaniza ainda mais nossos irmãos.

O Grito dos excluídos denuncia o desmonte das politicas de Assistência Social e do Idoso destinadas aos mais pobres que vivem na periferia de Londrina, onde o atual prefeito já determinou a diminuição de mais 30% do orçamento, limitando ainda mais o acesso a benefícios e serviços da politica de assistência social. Denuncia também senadores e deputados federais que se negam em votar pela taxação dos bilionários desse país e isentar os trabalhadores que ganham até R$ 5.000 do Imposto de Renda e param o Congresso para chantagear o Executivo, o Judiciário, para salvar uma família e militares que desejavam por fim à democracia no Brasil e submeter esse país aos ditames dos Estados Unidos, como ocorreu após o golpe de 1964.

O Grito dos Excluídos denuncia a privatização da educação paranaense, o fechamento de turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) pelo Governador Ratinho Junior, que sonha em levar sua perversidade agora para todo o Brasil em 2026.

O Grito dos Excluídos traz não só aos cristãos, mas para todas as religiões, que é possível construir um mundo mais irmão, sem guerras, que aceita as diferenças, onde andam todos em comunhão.

*Carlos Roberto de Oliveira é professor em Londrina