Há um movimento recente que tenta pensar espaços privados e públicos e também algumas vias, de modo a serem mais inclusivas e que não imponham tantos obstáculos aos seus usuários. 

Esse movimento é mais do que necessário, não só quando falamos de indivíduos com alguma deficiência, mas também porque o Brasil, seguindo uma tendência mundial, deve passar por um envelhecimento de sua população. 

A mobilidade e a arquitetura e a engenharia dos grandes centros precisam estar alinhadas com essa tendência. Isso vai garantir melhor qualidade de vida à população em um futuro próximo. 

O que dizer, no entanto, de prédios e outras estruturas que já foram pensadas no passado e hoje não atendem os anseios das pessoas com deficiência (PCD), tão pouco a de alguns outros grupos? 

Penso que a melhor forma de se olhar para frente é entender o que ocorreu no passado e começar uma mudança no presente. De fato, as estruturas físicas, anos atrás, não eram nada inclusivas.

Peguemos como exemplo a Universidade Estadual de Londrina (UEL): quantas escadas e caminhos sinuosos. Mas mesmo a principal universidade de Londrina mostra que há tempo para mudança e melhoria. 

Foi justamente a Uel que me levou a escrever esse texto, quando recentemente me deparei com a seguinte informação em um perfil da instituição em uma rede social: 

“A UEL deu início a uma reforma para melhorar a mobilidade de pessoas com deficiência (PCD) no Campus. A obra prevê a instalação de piso tátil em toda a extensão do Calçadão, a construção de uma rampa no CLCH e de uma passarela no CCB, totalizando quase R$ 1,7 milhão de investimento. Com a reserva de 5% das vagas de graduação para PCD, o número de deficientes inscritos no último vestibular da UEL quase dobrou, e deve aumentar nos próximos anos.”

É isso mesmo, a Uel vai investir na melhoria de sua infraestrutura. Não basta apenas ofertar vagas para minorias, também é necessário que o ambiente e sua estrutura possibilitem a participação e a integração do público com alguma deficiência. 

Confesso que meu coração se encheu de alegria com a notícia. Ainda há um longo caminho até termos uma infraestrutura inclusiva como desejamos, no entanto, é muito bom ver que estamos trilhando um bom caminho nesse quesito. 

*Vinícius Fonseca é pessoa com deficiência, jornalista, tecnólogo em gestão de Recursos Humanos com especialização em assessoria em Comunicação e M.B.A. em Gestão de pessoas. Também é escritor de poesias e contos, além de um eterno curioso.

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