Juíza concedeu liminar favorável ao presidente da Assembleia; censura também recai sobre Globo e afiliada
Por Rede Lume de Jornalistas
A Rede Lume de Jornalistas se solidariza com o portal Plural, de Curitiba, que está sob censura desde sábado (2) por divulgar informações de um processo judicial que envolve o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep) Ademar Traiano (PSD) e o ex-deputado Plauto Miró.
Trata-se de uma decisão da juíza Giani Maria Moreschi tomada nos autos 0034188-56.2023.8.16.0013 que obriga o Plural a retirar do ar todas as matérias publicadas sobre um processo judicial envolvendo os políticos.
“A liminar impõe multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento, o que obriga o Plural a temporariamente retirar do ar esses conteúdos, tanto de seu site quanto das redes sociais. A mesma liminar afeta ainda a Rede Globo e a RPC, que também publicaram reportagens sobre o tema”, diz o Plural.
“O Plural lamenta a decisão e tem convicção de que, em nome da liberdade de expressão garantida pela Constituição Federal, o Judiciário irá em breve reverter essa liminar. O assunto é de grande relevância para todos os cidadãos paranaenses e merece a devida publicidade”, afirma o portal.
A foto de Traiano em destaque na página é de Dálie Felberg, da Assembleia Legislativa.
Sindicato classifica decisão como antidemocrática
O Sindicato dos Jornalistas do Paraná (SindijorPR) classificou, em nota, a decisão da magistrada Giani Maria Moreschi como “antidemocrática e um ataque violento à Constituição, que garante o exercício profissional do jornalista bem como sua liberdade de expressão”.
“Também classificamos a decisão como arbitrária e digna dos momentos mais cruéis da ditadura militar”, acrescentou a entidade.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná (Sindijor Norte PR) replicou a nota e reiterou repúdio à censura. Leia aqui.
