Na terceira entrevista da nossa série, a Iyalorixá do Yle Axé Opó Omim fala sobre militância, missão de vida e espiritualidade

Cecília França

Terezinha Pereira da Silva, mais conhecida como Mãe Omim, a Iyalorixá do Yle Axé Opó Omim, na zona norte de Londrina, tem a vida interligada às religiões de matriz africana. Após anos na Umbanda, assumiu seu lugar como Mãe de Santo no Candomblé há 35 anos e a missão de desenvolver trabalhos sociais voluntários, dada por Oxum.

“Me conheci enquanto religião, me conheci enquanto família benzedeira, rezadeira, e assim foi até ingressar no Candomblé e abrir a casa, que já vai fazer 35 anos agora em dezembro”, conta ela.

Mãe Omim tem passagens por diversos conselhos de controle social e um trabalho intenso em defesa da saúde, da educação e do combate ao racismo. Sua história já foi retratada em um documentário.

“Eu sou da Oxum. Eu sou da mãe que provê a vida”, explica. “A riqueza maior dela é o bem estar de uma pessoa”.

“A riqueza da gente é o bem estar da comunidade e a comunidade Yle Axé Opó Omim é tudo. Eu sempre falo: a minha identidade é o Yle Axé Opó Omim.”

Assista a entrevista completa em vídeo.