Candidato ao sétimo mandato, Mauro Bertoli (Democracia Cristã) diz que irá recorrer da decisão
Cecília França
Foto em destaque: O vereador Mauro Bertoli/Reprodução TNONline
O vereador bolsonarista Mauro Bertoli, de Apucarana, foi condenado a cinco anos, dois meses e três dias de reclusão em regime inicial semiaberto por armazenar e compartilhar conteúdo de pornografia infantojuvenil. Ele havia sido denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da 6a Promotoria de Justiça do município, em fevereiro de 2022 e apenas agora, no dia 12 de setembro, saiu a condenação. O vereador, candidato a novo mandato pelo Democracia Cristã (DC), pode recorrer em liberdade.
Conforme a denúncia, os crimes ocorreram entre 15 de julho de 2018 e 30 de novembro de 2020. Nesta data, o telefone celular do vereador foi apreendido em meio a um processo que apurava abuso de poder econômico durante as eleições municipais de 2020, quando Bertoli ainda era filiado ao União Brasil. Ao identificar o conteúdo, o aparelho foi remetido da 4a para a 6a Promotoria. A perícia constatou a existência de 40 arquivos com vídeos e fotos de sexo explícito e pornográfico envolvendo crianças e adolescentes e, de acordo com o MPPR, o vereador teria compartilhado essas imagens por ao menos três vezes.
A defesa de Bertoli diz que ainda não foi notificada da decisão judicial e encaminhou à reportagem vídeo no qual o vereador contesta as acusações, diz ser inocente e vítima do armazenamento automático de grupos de WhatsApp.
“Tinha bastante filmagem de mulheres e diz que nessas filmagens de mulheres, que eu vinha apagando, apareceu criança se prostituindo, ou uma mulher menor se prostituindo – eu nem fiquei atento a isso lá no passado, porque eu vinha apagando tudo. Mas quando você apaga tudo que tem no ceular, fica gravado por quatro anos quando abre seu celular, se quiser fazer uma investigação. Então fui vítima de vídeos pornográficos que colocaram no grupo”, alega.
Bertoli também diz que a campanha continua normalemnte e que irá recorrer da decisão.
De acordo com o MPPR,, como ainda cabe recurso, “do ponto de vista jurídico não há qualquer impacto na candidatura.
O conteúdo da investigação contra Bertoli foi encaminhado à Câmara de Vereadores ainda em 2022, quando foi designado o vereador Marcos da Vila Reis para acompanhar o caso internamente. A Rede Lume relatou estes fatos em matéria publicada em agosto daquele ano.
Naquele momento havia ganhado repercussão nacional o vazamento de áudios no qual o prefeito Junior da Femac pedia ao vereador Marcos que não abrisse uma Comissão Processante interna sobre o caso envolvendo Bertoli. A solicitação de abertura da CP havia sido protocolada pela ativista Renata Borges em maio. Os áudios foram revelados pelo Canal 38, de Apucarana.
Mauro Bertoli está no sexto mandato como vereador e já presidiu a Câmara de Vereadores de Apucarana em três ocasiões.
