Fala é da coordenadora do MST Sandra Ferrer durante Jornada de Luta por investimentos na Reforma Agrária

Cecília França

Foto em destaque: Mobilização em Londrina/Wagner Mendonça

Nesta quinta-feira (25), Dia do Trabalhador e da Trabalhadora Rural e Dia Internacional da Agricultura Familiar, cerca de 16 mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se mobilizaram em 22 municípios de 13 estados para reivindicar mais recursos para a Reforma Agrária popular.

Em Londrina o ato aconteceu em frente ao Banco do Brasil, no Calçadão (foto principal). Na ocasião, os assentados participaram de audiência com o gerente regional do Banco para apresentar as principais reivindicações do movimento:

– programa Desenrola Brasil no Campo para renegociar dívidas dos assentados e das cooperativas, principalmente nas regiões que passaram por intempéries, como enchentes ou secas;

Mobilização em Quedas do Iguaçu/Foto: Danielson Postinguer

– garantia de acesso ao Pronaf-A a todas as famílias;

– ampliação do orçamento nacional para o programa de aquisição de alimentos via Conab;

– garantia de recursos para a construção de moradias e reformas nos assentamentos;

– garantia de recursos para a realização dos 78 cursos dentro do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), em parceria com as universidades, que já estão aprovadas;

– assentamento de todas as famílias acampadas.

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Sandra Ferrer, a Flor, coordenadora do MST Paraná e assentada no Eli Vive, em Londrina, resume a importância do ato.

“O dia de hoje foi para reivindicar um apoio do governo em relação às políticas públicas, ao PRONAF, o recurso agora lançado pelo plano SAFRA – um pouco melhor para a agricultura familiar, mas ainda assim, deficiente, carecendo ter um poder aquisitivo maior para que o governo apoie realmente a reforma agrária dentro dos espaços onde a gente hoje tem os nossos lotes”, explica.

Produtos do MST na Feira Nacional da Reforma Agrária 2023/Foto: Juliana Barbosa

Para Flor, mais investimentos na agricultura familiar resultam em mais comida de qualidade para as famílias brasileiras.

“O país, hoje, precisa apoiar projetos como o da reforma agrária para que haja mais produção de comida de verdade, de alimentos saudáveis, que possam alimentar a população brasileira com mais qualidade, para que a reforma agrária consiga levar até a mesa de todas as famílias que hoje passam necessidade por não ter um investimento maior do governo em relação à agricultura familiar”.

“O melhor projeto para combater a fome é o projeto da reforma agrária popular”, finaliza.

Saiba mais sobre a Jornada Nacional de Luta no site do MST.

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