Oitavo encontro Londrina Religiões Unidas pela Paz e em Prol da Tolerância Religiosa acontece das 8h às 10h e reunirá representantes de 17 religiões na Concha Acústica neste sábado (21)

Mariana Guerin

Foto em destaque: Pixabay

Neste sábado (21), um grupo de líderes religiosos de Londrina realizará um encontro na Concha Acústica (Rua Piauí, 130, Centro) para debater a intolerância religiosa e suas consequências para a sociedade. O oitavo encontro Londrina Religiões Unidas pela Paz e em Prol da Tolerância Religiosa acontece das 8h às 10h. Em caso de chuva, será transferido para uma data posterior.

O evento é organizado pelo Conselho Municipal de Cultura de Paz (Compaz) e pelo Grupo de Diálogo Inter-Religioso (GDI), de Londrina, e reúne 17 religiões distintas, entre elas, Católica, Evangélica, Islâmica, a Fé Baha´i, Seicho-no-iê, Candomblé e outras.

Segundo Gisélia Scheffer, representante do Candomblé em Londrina, o objetivo deste encontro anual é reunir líderes religiosos e civis num mesmo local para fortalecer o diálogo entre os credos e defender a liberdade de crença, como prevê a Constituição Federal.

O encontro também marca o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, proposto pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial, do Ministério da Justiça e Cidadania, celebrado em 21 de janeiro.

Cada entidade religiosa é convidada a discursar por até 4 minutos durante o evento. A ideia é fazer com que a palavra dos líderes promova a unidade entre os irmãos de todas as religiões, além de defender o direito constitucional de liberdade de expressão religiosa.

“Infelizmente, a liberdade de culto tem sido ameaçada em nosso país, e este evento é um momento importante do nos manifestarmos de modo pacífico contra isso”, diz o convite enviado pela organização aos participantes.

Intolerância e fanatismo precisam acabar

Segundo o secretário do Compaz Luís Cláudio Galhardi, gestor do Londrina Pazeando, toda a comunidade está convidada para participar do evento, que abordará o combate à intolerância e ao fanatismo, a proteção estatal à garantia do livre exercício de todas as religiões e o que cada uma faz para combater a intolerância.

“Quanto mais falamos sobre o assunto, mais vamos quebrando os preconceitos. Conversar sobre as religiões não faz as pessoas deixarem de ter suas crenças, mas ajuda a combater a intolerância e outros preconceitos que vêm com ela, como é o caso do viés do racismo que está ligado às religiões de matriz africana”, comenta Galhardi.

A Rede Lume fez uma série de entrevistas sobre as religiões de matriz africana em celebração ao Mês da Consciência Negra, em 2022. Confira aqui:

A riqueza das religiões de matriz africana – Mãe Omim

A riqueza das religiões de matriz africana – Iyá Ikandayo

A riqueza das religiões de matriz africana – Robson Ogumsola

A riqueza das religiões de matriz africana – Babalorixá Joe de Oxum

A cada dois meses, os integrantes de 17 religiões diferentes se encontram em seus templos e igrejas para debater o assunto e mostrar as ações realizadas nas comunidades. O último encontro aconteceu em dezembro.

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