Marco é lembrado pela professora Marselle Nobre de Carvalho, coordenadora do Projeto Safety

Por Marselle Carvalho*

No dia 17 de março de 2020, a Universidade Estadual de Londrina suspendeu suas atividades acadêmicas como resposta à pandemia da COVID-19. O Ato Executivo nº 22/2020 determinou a paralisação das aulas de graduação e pós-graduação até 12 de abril, em um esforço para conter a propagação do vírus (na imagem em destaque, print de notícia sobre o ato no site da UEL).

Naquele momento, o Brasil registrava 291 casos confirmados e sua primeira morte por COVID-19, ocorrida em São Paulo. No Paraná, havia seis casos confirmados, e medidas emergenciais estavam sendo adotadas em todo o estado.

No dia seguinte, 18 de março, a UEL divulgou a Resolução CEPE 03/2020, estabelecendo que, a partir do dia 19, todas as atividades presenciais dos cursos de pós-graduação também estariam suspensas. No entanto, algumas atividades continuaram a funcionar, como as residências em saúde, as bancas de qualificação, as defesas de dissertações e teses, as pesquisas e algumas ações extensionistas, entre elas o projeto “UEL pela Vida contra o Coronavírus”.

Foto que integrou a exposição “Cenas do Vazio: a UEL na pandemia“/Lucinea Rezende

 

O silêncio tomou conta do campus, substituindo a agitação dos corredores e das bibliotecas. Mas foi por pouco tempo. Ao contrário do que algumas pessoas diziam, a UEL nunca parou. Reinventamos o formato das aulas, estabelecemos inúmeras redes de solidariedade e enfrentamos a pandemia com o melhor de nós.

Naquele 17 de março, não sabíamos a gravidade do que estava por vir e muito menos que só retornaríamos às aulas presenciais a partir de janeiro de 2022. Cinco anos depois, relembramos um período que marcou profundamente a história da universidade e de toda a sociedade.

*Marselle Nobre de Carvalho, docente do Departamento de Saúde Coletiva da UEL e coordenadora do Projeto Safety