No assentamento Dorcelina Folador ministros do governo Lula conheceram a produção e a cooperativa COPRAN; na sequência, visitaram o projeto Amigas do São Jorge, em Londrina
Da Redação
Foto em destaque: Ministros no assentamento Dorcelina Folador/Jaine Amorim/MST-PR
Nesta segunda-feira (9), o assentamento Dorcelina Folador, em Arapongas (região metropolitana de Londrina), recebeu os ministros do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil (MDS), Wellington Dias, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira. As autoridades visitaram a Cooperativa da Comercialização e Reforma Agrária Camponesa (COPRAN), além de conhecerem a produção de hortifrúti agroecológico de uma família assentada.
A visita marcou a retomada do diálogo de promoção do desenvolvimento das cadeias produtivas e da soberania alimentar como estímulo ao desenvolvimento social, de combate à fome e à insegurança alimentar.
Também participaram da visita o presidente do INCRA, César Aldrighi, o presidente da CONAB, Edegar Pretto, representante do Banco do Brasil e do BNDES, entre outras autoridades locais, como prefeitos e vereadores.

Dirlete Dellazeri, integrante da diretoria da Cooperativa e assentada na comunidade, frisa a importância das autoridades conhecerem de perto a realidade das famílias camponesas assentadas.
“Eles viram de perto a nossa agroindústria, conhecendo o nosso povo que trabalha em cada posto de trabalho da cooperativa, a juventude, as mulheres. Esperamos que possam proporcionar políticas públicas que atendam as necessidades do nosso povo Sem Terra”.
Os ministros puderam ver de perto como funciona a agroindústria onde são produzidos 13 produtos derivados de leite. Ao todo, a COPRAN beneficia cerca de 42 toneladas de alimento por dia, envolvendo a produção de cerca de 420 camponeses e camponesas, em mais de 20 municípios das regiões Norte, Centro-Oeste e Noroeste do Paraná.
“Aqui eles viram que a agroindústria agrega valor ao produto, que a cooperativa precisa ser forte, e que é uma ferramenta para o desenvolvimento, para o planejamento, para industrialização e para comercialização, trazendo a visibilidade da nossa produção para sociedade brasileira”, completa Dellazeri.
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Ao final das visitas, Wellington Dias enfatizou a importância de poder conhecer de perto um caso tão bem-sucedido de produção cooperada, que garante toda a organização, produção e beneficiamento de alimentos:
“Queremos, a partir dessas experiências de sucesso, que a gente possa aperfeiçoar outros assentamentos que ainda têm dificuldade”.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, listou os projetos retomados e criados pelo governo Lula nesses pouco mais de 10 meses de governo voltados ao incentivo à produção de alimentos e ao enfrentamento da fome. Um programa de incentivo às agroindústrias e cooperativas também deve ser criado pelo MDA, em parceria com BNDES, Incra, Ministério do Trabalho e outros órgãos.
“Nós queremos fazer um programa de Reforma Agrária tão potente, que a gente tire o país do mapa da fome”.
Ministros conhecem projeto social em Londrina

Após a visita ao Dorcelina Folador, a comitiva do Governo Federal também esteve na Cozinha Comunitária Amigas do São Jorge – Projeto Wal Dias, na zona norte de Londrina. Durante a pandemia da covid-19 o projeto recebeu doações de alimentos de famílias acampadas e assentadas na região para a produção de marmitas.
O projeto, criado pela ativista social já falecida Walkíria Dias, atende famílias do São Jorge e da Ocupação Aparecidinha.
Rede de cooperação da Reforma Agrária
A COPRAN foi inaugurada em 2013, pela então presidenta Dilma Rousseff (PT). Em seu primeiro ano de funcionamento, a agroindústria chegou a produzir 12 mil litros de leite por dia, atendendo produtores de assentamentos e agricultura familiar de Arapongas, Apucarana, Londrina e Maringá.
As cooperativas da Reforma Agrária estão articuladas através da Cooperativa Central de Reforma Agrária do Paraná (CCA), ferramenta articuladora do Sistema Cooperado dos Assentamentos que organiza o processo de produção, agroindustrialização, comercialização e assistência técnica das mais de 20 mil famílias assentadas, nos 320 projetos de assentamentos do estado.
O sistema produtivo está alicerçado em 25 cooperativas, 64 agroindústrias e cerca de 100 associações, e produz mais de 100 tipos de produtos beneficiados. Entre as linhas de produção em assentamentos e acampamentos do estado estão as do leite, milho, arroz, feijão, ovos, hortifrúti, café, mel, cana-de-açúcar e sua destilação, erva-mate, polpa e suco de frutas, ração animal e panificados.
Ao todo são gerados cerca de 600 postos de trabalho diretamente nas agroindústrias, áreas de administração e logística. São 5.400 famílias cooperadas e outras 30 mil famílias atendidas – entre assentadas, integrantes da agricultura familiar e de comunidades tradicionais.
(Com informações da assessoria do MST)
