Movimento Olga Benário faz ato contra o feminicídio e por políticas públicas
Ato acontece poucos dias após o feminicídio brutal de Thaissa de Oliveira Marques
Cecília França
O Movimento de Mulheres Olga Benário promoveu na quarta-feira, 16 de setembro, em Londrina, um ato contra o feminicídio e por políticas públicas de proteção às mulheres. Próximo das 18h, o grupo ocupou a saída da prefeitura com faixas e falas em defesa da vida de meninas e mulheres.
O ato acontece poucos dias após o feminicídio brutal da jovem Thaissa de Oliveira Marques, de 21 anos, assassinada no interior da academia onde trabalhava, na avenida Celso Garcia Cid, durante o dia, por Gabriel de Andrade. O acusado segue preso preventivamente e as investigações revelam que Thaissa já estava incomodada com suas tentativas de aproximação, indicando premeditação do crime.
“A nossa intenção é cobrar justamente mais políticas públicas para nós. A gente sabe que esse prefeito que está atualmente o que ele mais tem feito é cortado os nossos direitos aqui na cidade e foi um dos primeiros a querer prestar solidariedade à família (da vítima). A gente não quer apenas a solidariedade, quer que as coisas sejam feitas, que atitudes sejam tomadas, para que nós não tenhamos mais Thaissas, mais Brunas”, explica Tayná Ribeiro, integrante do Movimento Olga.
O que falta
Dentre os serviços que precisam ser ampliados, Tayná destaca vagas em creches, para que mulheres tenham a possibilidade de trabalhar com seus filhos em segurança, e a abertura 24 horas de delegacias e outros serviços de atendimento. Atualmente, a Delegacia da Mulher funciona apenas até as 18h em Londrina. Em relação a creches, dados de junho mostram que 3,7 mil crianças aguardam vagas na cidade.
“O único serviço que funciona 24 horas em Londrina hoje é a Casa Margarida Maria Alves”, enfatiza Tayná. Ela se refere à ocupação promovida pelo movimento em um imóvel abandonado, há quatro meses, no qual tem funcionado uma casa de acolhimento a mulheres em situação de violência e seus filhos. As ocupações acontecem em todo o país, como parte das ações de resistência do movimento.
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