União Brasileira de Mulheres ganha representação em Londrina
Entidade com abrangência nacional tem como objetivo eliminar o preconceito de gênero e proteger os direitos das mulheres, com foco na participação política da mulher na sociedade
Mariana Guerin
Foto em destaque: Reprodução/Instagram UBMBrasil
No próximo sábado (25), União Brasileira de Mulheres (UBM), entidade com abrangência nacional que luta contra a violação dos direitos das mulheres, inicia suas atividades em Londrina. A iniciativa partiu da professora Eliacir Neves França, que atua no Departamento de Educação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), e conta com o apoio da executiva estadual da UBM.
Segundo a docente, podem participar da associação “todas as pessoas que se interessam e se preocupam com a proteção dos direitos das mulheres, que se posicionam contra a discriminação social, racial, religiosa, de gênero, orientação sexual ou de qualquer natureza”.
Entre os objetivos da UBM estão organizar a luta da mulher brasileira contra a opressão de gênero na perspectiva emancipacionista; reivindicar políticas sociais para a mulher em relação ao trabalho, violência, lazer, creche, educação, cultura, saúde, direitos sexuais e reprodutivos etc.; educar para que a maternidade seja compreendida como função social pela sociedade e pela correta e eficaz aplicação de toda e qualquer lei que seja um caminho para o exercício deste direito.
A UBM também luta pelo fim de toda legislação e prática discriminatória que pese sobre a mulher, bem como contra qualquer forma de preconceito, seja social, racial e/ou étnico. A entidade busca elevar o nível de consciência e participação política da mulher e trabalha para que a mulher conheça, entenda e participe da defesa intransigente de seus direitos enquanto mulher, cidadã e trabalhadora.
O trabalho da entidade visa, ainda, a união e participação da mulher ao lado dos demais segmentos da sociedade na luta pela democracia, pela soberania nacional, pelos direitos sociais e por uma nova sociedade, livre de toda opressão e exploração.
Conforme Eliacir, em Londrina, está prevista a realização de oficinas, palestras, cursos de formação, estudos, assessoria jurídica no campo do direito de família e da mulher em todas as regiões da cidade, como parte do cronograma de ações da UBM. “A princípio há previsão da realização de reunião bimestral para avaliar as ações e reorganizar, se for o caso, as atividades.”
As pessoas interessadas em fazer parte da entidade poderão se filiar respondendo este formulário. A filiação à UBM é gratuita.
“A coordenação municipal da UBM será responsável pela condução de atividades emancipacionistas, subordinadas aos estatutos e ao programa nacional, às decisões do Congresso Nacional e da coordenação nacional da UBM. Desta forma, todas as ações da entidade estarão voltadas para a defesa e garantia dos direitos das mulheres”, descreve Eliacir.
Ela recorda que a entidade nasceu em 1988, a partir do I Congresso Nacional de Entidades Emancipacionista de Mulheres, realizado em Salvador. “Em agosto de 1988 foi aprovada a constituição da União Brasileira de Mulheres, uma entidade que congrega mulheres para a luta pelos direitos e emancipação da mulher e pela igualdade nas relações sociais de gênero.”
“A UBM é uma associação civil sem fins lucrativos que conta com os seguintes órgãos: Congresso Nacional, Coordenação Nacional, Secretaria Executiva, Conselho Consultivo, Conselho Fiscal e as coordenações estaduais e municipais”, cita a professora.
Segundo ela, a UBM mantém o Centro de Estudos e Pesquisa sobre a Emancipação da Mulher (CEPEM), órgão ligado à Coordenação Nacional, que tem como atribuições efetuar estudos, pesquisas e debates sobre a emancipação da mulher.
O CEPEM também elabora material teórico e didático para cursos e seminários promovidos pela entidade e para o lançamento de cadernos da UBM sobre diversos temas, além de contribuir com a imprensa feminista emancipacionista e com a imprensa de outros setores interessados na divulgação de temas relativos à luta contra a opressão de gênero.
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