Famílias do MST doam alimentos e marmitas em sete comunidades durante Jornada de Solidariedade no Paraná
Da Redação
Foto em destaque: Ação realizada em Arapongas/Lucas Limoni
Londrina, Santa Mariana e Cornélio Procópio recebem, nesta sexta-feira (22), a Jornada de Solidariedade do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) contra a pobreza e a fome. Serão doados 950 kits com produtos da reforma agrária, como leite, bebida láctea, feijão, arroz, fubá, legumes, verduras e abóbora.
Em Londrina, as doações acontecem no distrito de Lerroville, no Crystal, na Vila Feliz, no João Turquino, no Vista Bela, São Jorge e no Flores do Campo. Os produtos são originários dos assentamentos e acampamentos do MST em várias do Paraná.
A Jornada de Solidariedade é realizada em conjunto por movimentos populares, sindicais, partidos progressistas e igrejas, com a intenção de combater e debater o tema da fome no Brasil neste período natalino e de festas. As ações se iniciaram no dia 25 de novembro e seguem até o Natal.
No Paraná, cerca de 20 toneladas de alimentos e mil marmitas já foram doadas para famílias em situação de vulnerabilidade da periferia de Guarapuava, Arapongas, Rolândia e Curitiba, ao longo deste mês.

José Damasceno, assentado na comunidade Dorcelina Folador, em Arapongas, e integrante da direção estadual e nacional do MST, explica que a solidariedade é parte da cultura popular, e que no MST ganhou força durante a pandemia da Covid-19.
“De lá pra cá, essa ação de solidariedade foi se tornando uma prática dentro do MST, cotidiano, uma prática como valor e princípio de vida […]”.
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“É uma atividade que vai seguir com a distribuição de alimentos fresquinhos, colhidos na véspera, na quinta-feira à tarde, e nesses kits de alimentos vai ter um litro de leite e um de bebida láctea marca Campo Vivo, produzidos pela Cooperativa da Reforma Agrária União Camponesas – Copran, localizada no assentamento Dorcelina Folador.
Ações já realizadas no Paraná
Na região centro-sul do estado, cerca de 15 toneladas de alimentos foram partilhados por camponesas e camponeses de Guarapuava e Pinhão, nesta terça-feira (19). Feijão, queijo, legumes e panifícios como pães e bolos foram doados a famílias do bairro Residencial 2000, o Lar de Idosos S.O.S Guarapuava Airton Haenisch e Hospital São Vicente de Paula.
Leite, bebida láctea, pão, mandioca, milho, banana e arroz também foram alguns dos alimentos produzidos e doados pelas famílias camponesas em Arapongas e Rolândia, também no dia 19. Ao todo foram cerca de 5.500 quilos de alimentos, além de 360 pães, e 600 litros de leite e de bebida láctea para famílias em situação de vulnerabilidade do bairro Perazolo, Rolândia, e no Palmares, em Arapongas.
As iniciativas organizadas pelo coletivo Marmitas da Terra, coordenado pelo MST, chegaram à capital e região. Foram desde mutirão de manejo das hortas e agroflorestas coletivas do assentamento Contestado, na Lapa, doações de sangue para o Hemepar, doação de marmitas e de cestas de alimentos.
No domingo (17), o Coletivo participou do café da manhã da associação Mãos Invisíveis, na praça Generoso Marques (Centro), que atende a população em situação de rua. Já na quarta-feira (20), o grupo preparou e distribuiu mil refeições em praças, para pessoas em situação de rua, e para moradores de ocupações urbanas.
Cerca de 100 cestas também foram entregues nas comunidades Guaporé, no bairro Campo Comprido, e Tiradentes II, na Cidade Industrial. As melancias partilhadas nestes dois dias foram doadas pelas famílias camponesas da comunidade do MST Maila Sabrina, de Ortigueira.
(Com informações da assessoria de imprensa)





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